Há muito tempo, nos primórdios de Alderion, quando o mundo ainda se definia em caos e os deuses forjavam seus domínios, nasceu o Escárnio. Sua criação não foi como a das divindades benevolentes que moldavam a ordem e a luz; ao contrário, ele emergiu das entranhas tumultuosas da existência, uma personificação das sombras e dos horrores da guerra.
O Escárnio não teve uma entrada triunfante nos reinos divinos, mas sim um surgimento sutil entre as convulsões de batalhas sangrentas e conflitos intermináveis. Cada grito de agonia, cada ato de violência sem propósito, contribuiu para a formação da sua essência.
Enquanto outras divindades podiam reivindicar a lealdade e a adoração de civilizações ordenadas, o Escárnio encontrou seu domínio nos campos de batalha selvagens e nas tribos guerreiras. Ele se alimentou do caos, do tumulto e do derramamento de sangue, crescentemente vinculado aos horrores que acompanhavam a carnificina.
A divindade cruel tornou-se a personificação do escárnio e da brutalidade da guerra. Não uma deidade glorificada, mas sim uma presença sinistra que se manifestava nos momentos mais sombrios do combate. Seu nome era sussurrado em segredo, temido por muitos, mas ocasionalmente invocado por aqueles que buscavam poder nas trevas.
À medida que as eras passaram, o Escárnio encontrou um lugar entre o Sexteto Sinistro, um panteão de deidades que personificavam os aspectos mais sombrios da existência em Alderion. Seus seguidores, muitas vezes encontrados entre culturas bárbaras e guerreiras, abraçavam a selvageria e a imprevisibilidade, vendo no Escárnio a força que os fortaleceria nos campos de batalha caóticos.
O Escárnio não era uma deidade venerada por exércitos disciplinados ou reinos ordenados, mas seu domínio persistia, como uma sombra à espreita nos corações daqueles que marchavam para a guerra. Sua origem, obscura e envolta em mistério, continuava a moldar o destino de batalhas e a testar os limites da brutalidade humana em meio ao caos.