1846f39f-797e-4b85-9cbc-da9dcf63d915.jpgNos primórdios de Alderion, quando os deuses forjavam os reinos e a magia pulsava através da terra, a Fúria não era mais do que uma chama selvagem, uma energia primal que dançava entre as emoções ferventes dos seres vivos. Não tinha forma, nem voz, apenas a força caótica que vibrava na essência da paixão e da raiva.

À medida que os mortais se reuniam em tribos e sociedades, suas emoções começaram a dar forma à Fúria. Aos olhos dos primeiros adoradores, ela se tornou uma entidade que se alimentava dos extremos emocionais, um espectro que dançava nos campos de batalha, nas paixões arrebatadoras e nos momentos de desespero.

Foi a intensidade das emoções humanas, elfas, anãs e de todas as raças que moldaram a Fúria em uma divindade temível. Seu despertar verdadeiro ocorreu em meio a um conflito sangrento, onde as tribos guerreavam por território e honra. A Fúria emergiu como uma força indomável, uma entidade que abraçava a raiva, o fervor e a emoção intensa.

À medida que ganhava consciência, a Fúria foi associada a histórias de guerreiras selvagens que desafiavam os deuses e buscavam poder na própria essência da fúria. Suas adoradoras eram aquelas que ansiavam pelo calor da batalha, que buscavam a força nas paixões avassaladoras e no caos das emoções descontroladas.

A Fúria tornou-se, assim, uma divindade venerada por aqueles que abraçavam a selvageria e a intensidade da vida. No entanto, ao contrário de outras divindades que buscavam orientar e proteger, a Fúria encontrou deleite na tumultuada sinfonia das emoções desencadeadas.

À medida que as eras avançavam, a Fúria encontrou seu lugar entre o Sexteto Sinistro de Alderion, um panteão de deidades sombrias. Seus seguidores eram guerreiros destemidos, fanáticos imprudentes e seres impulsionados por paixões ardentes. A Fúria não era adorada em templos grandiosos, mas sim em campos de batalha e em momentos de extremo desespero.

Sua origem, envolta em mistério, permanece como uma força indomada, uma entidade que ecoa nos corações daqueles que se entregam à intensidade das emoções humanas. A Fúria é, ao mesmo tempo, um reflexo sombrio e vital do turbilhão emocional que permeia o tecido de Alderion.

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