Nos tempos imemoriais de Alderion, quando os deuses forjavam os fundamentos do mundo, o Guardião de Segredos emergiu como uma força obscura nos reinos além da compreensão mortal. Não havia cultos ou altares para homenageá-lo inicialmente, apenas a pulsante energia do mistério que envolvia a transição da vida para a morte.
O Guardião começou como uma entidade amorfa, uma manifestação das sombras que pairavam sobre os recantos secretos da existência. Enquanto as outras divindades forjavam reinos de luz e ordem, o Guardião encontrava sua essência nas profundezas insondáveis do desconhecido.
À medida que as civilizações se desenvolviam, surgiram os primeiros indícios de adoração ao Guardião. Os que se sentiam atraídos pelos mistérios da morte e buscavam compreender o destino final viam no Guardião uma entidade que detinha as chaves para os segredos além do véu da vida. Nasceram cultos discretos, ocultos nas sombras e afastados dos olhos das divindades mais luminosas.
Os necromantes, ávidos por conhecimento e poder sobre as fronteiras entre a vida e a morte, sintonizaram-se com o Guardião. Em seus rituais secretos, buscavam vislumbres do além e a promessa de segredos que transcendiam a compreensão comum.
À medida que a devoção ao Guardião crescia, sua forma amorfa começou a se solidificar em uma presença sombria e etérea. O Guardião tornou-se o patrono dos que desejavam desvendar os enigmas da existência além da morte.
Aos poucos, templos foram erguidos, ocultos em lugares sombrios e dedicados a explorar os mistérios do pós-vida. Os adoradores do Guardião, conhecidos como buscadores da Verdade Sombria, encontravam consolo nas promessas de revelações além da mortalidade.
O Guardião, apesar de ser uma divindade das sombras e segredos, não se revelou como uma entidade malévola. Sua natureza era mais complexa do que a simples dualidade entre bem e mal. Ele era o arauto dos mistérios eternos, uma força que buscava compreensão e aceitação na tessitura do destino final.
Assim, o Guardião de Segredos permaneceu, um enigma entre os deuses de Alderion, atraindo os corações curiosos e os espíritos sedentos por desvendar o desconhecido. Sua presença, sempre envolta em sombras, continuou a inspirar aqueles que ousavam explorar os segredos que transcenderiam as barreiras da vida e da morte.