Nos primórdios de Alderion, quando os elementos selvagens da natureza eram regidos por forças antigas e indomáveis, surgiu o Devorador. Não era um deus no início, mas sim uma manifestação das tempestades impiedosas, terremotos devastadores e tsunamis vorazes que moldavam o mundo em seu estado natural.
A energia tumultuosa desses eventos naturais começou a coalescer, dando forma a uma entidade tempestuosa que, ao longo do tempo, seria conhecida como o Devorador. Este ser sombrio representava a fúria incontrolável da natureza, uma força implacável que podia consumir tudo em seu caminho.
À medida que as eras avançavam, as populações que testemunhavam a fúria do Devorador começaram a atribuir-lhe uma natureza divina. O Devorador tornou-se uma figura temida, adorada e apaziguada por comunidades costeiras e marinheiros que buscavam proteção contra as forças cataclísmicas que podiam se desencadear a qualquer momento.
A lenda do Devorador se espalhou pelas culturas, e seus seguidores surgiram entre aqueles que respeitavam a impiedosa força da natureza. Marinheiros rezavam por mares calmos, comunidades costeiras ofereciam sacrifícios para apaziguar o deus tempestuoso, e sacerdotes canalizavam a fúria do Devorador em rituais para conjurar tempestades assombrosas.
O Devorador não era um deus benevolente, mas seu domínio sobre as forças naturais imprevisíveis criou uma dinâmica complexa com aqueles que o temiam e veneravam. A divindade sombria tornou-se parte do panteão, representando a face incontrolável e avassaladora da natureza.
Assim, o Devorador, uma vez uma manifestação primal, evoluiu para um deus tempestuoso cuja fúria era tanto temida quanto respeitada, ecoando pelos mares e terras de Alderion como um lembrete da imprevisibilidade da natureza e da necessidade de se curvar diante de suas forças selvagens.