Nevenunca, também conhecida como a Cidade das Mãos Hábeis e a Joia do Norte, é uma cidade-estado multi-racial que fica no noroeste da Costa da Espada, em Faerûn. Nevenunca é considerada por Volo como a cidade mais cosmopolita e civilizada de toda Faerûn. Ela também é um membro ativo da Aliança dos Lordes.

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Detalhes

NomesEigersstor;
Cidade das Mãos Habilidosas;
Joia do Norte
GovernanteLorde Protetor Dagult Brasanunca de 1489 CV, até hoje.
Rei Bann Alagondar de 1385 CV até 1451 CV;
Rei Nasher Alagondar de 1370 até 1385 CV.
Tipo de Gov.Aristocracia
RegiãoNorte da Costa da Espada
TamanhoCidade Grande.


DenominaçãoNevenunquense;
Nevem.
População35 mil habitantes.
Anões (15%), Draconatos (5%), Elfos (10%), Gnomos (4%), Humanos (40%), Meio-Elfos (8%), Meio-Orcs (2%), Orcs (2%), Pequeninos (10%) e Tiferinos (4%).
ReligiõesAsmodeus (1%), Bahamut (5%), Helm (8%), Ilmater (12%), Kelemvor (6%), Oghma (8%), Selûne (10%), Torm (20%), Tyr (25%), Waukeen (5%) e outros (5%)


ImportaArtesões e Mercenários
ExportaArtesanatos (principalmente clepsidras e lâmpadas exóticas), pesca, horticultura, lenha, inovações mágicas.
MoedaPC = Tharns;
PP = Bults;
PE = Mar-Shi;
PO = Dragões;
PL = Bonsventos.


A Origem do Nome

Nevenunca. É um nome polêmico, fruto de inúmeras discussões, desde mesas redondas de sábios até bate-bocas nas tavernas mais chinfrins. Não é uma unanimidade e o argumento de um é contestado pelo contra argumento de outro. Ninguém chega a um consenso e ninguém se dá por satisfeito. Pelo bem de todos, tentaremos explicar.

O primeiro nome da cidade era “Eigersstor”, que originalmente era uma palavra iluskana. O nome “Nevenunca” é, acima de tudo, uma tradução chondathana para essa palavra.

Existem várias pretensas lendas que explicam de onde veio o nome da cidade, mas uma contradiz a outra. Alguns acreditam que a cidade foi fundada por um elfo solar chamado Halueth Never (diz-se RA-lu-ef NE-vEr), que liderou os elfos de Iliyanbruen contra uma invasão iluskana no ano de -10 CV. Cercado por seus inimigos, ele escolheu o local onde o rio se encontrava com o mar e ali fez sua última batalha. O local ficou conhecido como o lugar onde ele pereceu e “Never nunca mais foi visto”, levando a crer que ele havia morrido ali. Entretanto, a verdadeira história não é bem essa. Na ocasião, aliados humanos chegaram em seu auxílio exatamente no momento em que ele resistia e, juntos, eles derrotaram os iluskanos. Never fundou a cidade naquele local, de fato, mas a verdade é que ali era o local onde “Never nunca mais foi visto em batalha”, pois nunca mais precisou lutar. Para o povoado, ele adotou o nome Never Nunca, já que todos se referiam ao local assim, mas ao longo dos anos o nome acabou sendo encurtado e juntado para Nevenunca.

Outros, como Volo e Elminster, consideram que o nome veio de seus jardins. E esta também é a fonte da alcunha da cidade, “a Cidade das Mãos Hábeis”, pois os jardineiros de Nevenunca são aclamados por todos os Reinos por sua habilidade de manter os jardins floridos mesmo durante os meses de duro inverno.

Os habitante locais, contudo, acreditam que o nome vem de seu clima incomumente cálido para a região, pois suas docas raramente congelam, exceto nos invernos mais frios. Acredita-se que isso acontece por causa do Rio Nevenunca, que flui através de toda a cidade, já que suas águas são aquecidas pelos elementais do fogo que vivem abaixo do Monte Ignágora, nas Matas de Nevenunca. O calor fornecido pelo rio cria um clima permanentemente quente nas regiões mais próximas de seu curso, livrando a cidade de maior parte da neve. Portanto, nunca há neve, ou, a neve nunca .

Governo

A partir do ano de 1.370 CV, a cidade passou a ser governada de forma imparcial e justa pelo Lorde Nasher Alagondar, um veterano de aventura, já de idade, um devoto adorador de Tyr. Como tal, os nevenunquenses seguiam a fé de Tyr, promovendo a justeza e a igualdade, e a ganância era veementemente refutada. Lorde Nasher tomou garantias para que a cidade fosse bem defendida antes de sua morte, tanto fisicamente quanto magicamente, contra ataques ou invasões oriundas de Luskan, a principal rival bélica de Nevenunca. Nesta época, não era permitido que se fizesse qualquer mapas da cidade como um meio de frustrar os espiões de Luskan.

Embora Lorde Nasher fosse o líder nominal de Nevenunca, o verdadeiro poder da cidade era detido pelo Manto Multi-Estrelado, uma ordem de magos de alinhamento bom que davam todo o suporte ao governo de Lorde Nasher.

O próprio Lorde Nasher rejeitou o posto de Rei de Nevenunca durante boa parte de seu governo, aceitando o título somente quando já estava em idade avançada, através de aclamação pública. Após sua morte, ele foi sucedido por seu filho, Bann Alagondar, que fundou a família real Alagondar. A linhagem real Alagondar, composta de reis e rainhas, governou e protegeu Nevenunca de maneira justa e próspera, até mesmo durante o período sombrio que veio pós Praga Mágica, até que a destruição da cidade após a erupção do Monte Ignágora, quando todos os membros da família real morreram no desastre.

Estrutura de Governo

Nevenunca é uma aristocracia, ou seja, apenas os nobres possuem o privilégio de governar. Foi por isso que a reivindicação de Brasanunca causou tanta confusão. Apesar disso, foi graças aos fundos que ele trouxe junto de sua reivindicação que os demais nobres puderam garantir seus status.

Assim como muitos das outras cidades-estado da Aliança dos Lordes, Nevenunca possui vários condados fora de suas muralhas, mas dentro de suas fronteiras. Estes são governados pela nobreza: os Marquessados, os Condados, os Viscondados e os Baronatos.

O interior da cidade é dividido em nove distritos que são supervisionados e administrados pelo Tribunal de Vereadores.

Os Marquesados

Existem quatro marquesados em Nevenunca: Poto Llast, Yartar, Mata de Nevenunca e Leilon. A forma correta de tratamento é 'Meu Senhor' ou 'Muito Honorável'.

O Marquesado de Porto Llast é atualmente ocupado pelos Marqueses Falun e Sel Sorez. Este marquesado protege Nevenunca contra ameaças do norte, como os orcs da Espinha do Mundo.

O marquesado de Yartar é atualmente ocupado pelo marquês Kothin e pela marquesa Galilea Vizarga. Este marquesado protege Nevenunca contra ameaças da Floresta Alta, dos Pântanos Eternos e das Montanhas Inferiores.

O Marquesado da Mata de Neverwinter é atualmente ocupado pela marquesa Naifyra Silverleaf. Este marquesado protege Nevenunca contra ameaças da Mata de Nevenunca, Agréstia das Fadas, Luskan e os orcs da Espinha do Mundo.

O Marquesado de Leilon é atualmente ocupado pelo Marquês Drother Rainshaper. Este marquesado protege Nevenunca contra ameaças dos Pântanos dos Homens Mortos, das Montanhas da Espada, da Floresta Kryptgarden e protege as caravanas comerciais contra invasores ao longo da Estrada Principal.

Os Condados

Existem dois condados dentro de Nevenunca. A forma correta de tratamento é 'Meu Senhor' ou 'Muito Honorável'.

O Condado da Estrada Alta é atualmente ocupado pelo Conde Halimion Diamonddew. Este condado inclui as Baronias de Helm's Hold, Thundertree e Conyberry.

O Condado da Estrada do Comércio é atualmente ocupado pelo Conde Faldithas e pela Condessa Elivyre Brightsnow. Este condado inclui os baronatos de Sela Longa (Longsaddle), Grunwald e Trijavali (Triboar).

Os Baronatos

Existem baronatos para todos os principais assentamentos dentro do território. Estes incluem: Thundertree, Helm's Hold, Conyberry, Longsaddle, Grunwald e Triboar. A forma correta de tratamento é 'Meu Senhor' ou 'Muito Honorável'

O Tribunal de Vereadores

Os 9 distritos de Nevenunca são supervisionados e administrados pelo Tribunal de Vereadores.

  • Lorde Bernhardt Shilaz (Distrito do Castelo)
  • Lorde Ran Surusk (Distrito do Enclave)
  • Lady Florina Stillcrest (Distrito da Península)
  • Lorde Eltharion Cadmus (Distrito Mortenunca)
  • Lady Adrien Amberhand (Distrito do Abismo)
  • Lady Julianne Baltat (Distrito do Abismo)
  • Lorde Preston Vander (Distrito do Abismo)
  • Lady Ophala Cheldarstorn (Distrito da Torre)
  • Lorde Janus Redoak (Distrito do Rio)
  • Lorde Thomas Huam (Distrito do Rio)
  • Lorde Rico Feathersnow (Distrito do Lago Azul)
  • Lady Cynthia Tovinzu (Distrito do Lago Azul)
  • Lorde Ewart Chama Celeste (Distrito das Docas)

Prefeito de Nevenunca

Esse cargo é dado pelo Lorde Protetor e possui a missão de cuidar do lado burocrático da administração de Nevenunca, Soman Galt está à frente do Tribunal de Vereadores. Ele é de baixa posição entre seus pares na aristocracia, considerado logo abaixo dos Barões.

O Movimento Nova Nevenunca

Como parte de sua tentativa para criar um império mercantil em Nevenunca, Dagult Brasanunca criou em 1.467 CV o título de “Lorde Protetor de Nevenunca”, título este ocupado pelo próprio Brasanunca. Todavia, muito se questionou se Dagult era ou não o governante por direito, pois na ocasião muitas facções disputavam pelo poder de Nevenunca e os cidadãos estavam divididos em suas lealdades. Como ele ainda tinha que cumprir suas obrigações como Lorde Declarado de Águas Profundas, Lorde Brasanunca deixava a administração diária da cidade à cargo da General Sabine e do Burgomestre Soman Galt.

Em 1.489 CV, Lorde Brasanunca foi exilado de Águas Profundas e substituído como Lorde Declarado por Alustriel Mão Argêntea. Após ser deposto de sua posição e colocado para fora da cidade, Brasanunca começou a concentrar todos os seus esforços em seu papel de Lorde Protetor de Nevenunca. Por causa de seu comprometimento e seu passado de realizações na ajuda de Nevenunca e seus cidadãos, os nevenunquenses acabaram aceitando o Lorde Brasanunca como seu líder legítimo. Contudo, amargurado por ter sido exilado de Águas Profundas, Brasanunca acabou se tornando mais déspota do que se imaginava e passou a exigir e cumprir leis com mãos de ferro. Ele passou a impor pesadas taxas de impostos das famílias nobres que viviam em Nevenunca, evitando com isso que eles ganhassem demasiado poder, ao mesmo tempo em que editava duras leis que proibiam a formação de novas guildas e limitava o poder das já existentes.

Defesas da Cidade

Lá pelos idos de 1.372 CV, Nevenunca tinha um exército fixo, os Mantocinzentos, compostos de quatrocentos arqueiros e lanceiros, que serviam tanto como guarda quanto como patrulha da Estrada Alta, desde Porto Llast até Leilon. Se os muros da cidade viessem a ser ameaçados por invasores orcs ou luskanos, as defesas disparavam projéteis explosivos a partir de catapultas direto sobre os atacantes. Estes projéteis, bem como as catapultas especialmente criadas para esse propósito, foram concebidos pelas mais “habilidosas mãos” que dão apelido à cidade. Nas situações mais críticas, Lorde Nasher ainda podia solicitar a ajuda da ordem de magos chamada Manto Multi-Estrelado.

Já a partir de 1.479 CV, o exército da cidade, conhecido agora como Guarda de Nevenunca, passou a ser composto principalmente de mercenários de Mintarn contratados pelo Lorde Brasanunca, e por algumas milícias independentes compostas de cidadãos, que também defendiam a cidade em tempos de maior necessidade. Lorde Brasanunca também contratava grupos de aventureiros para lidar com ameaças das quais a cidade e os mercenários de Mintarn não davam conta.

Com a cidade totalmente reconstruída lá pelo final de 1.480 CV, muitos dos Filhos de Alagondar se voluntariaram para servir na Guarda de Nevenunca, fazendo com que Lorde Brasanunca dependesse cada vez menos dos serviços dos mercenários de Mintarn. Ainda assim o Lorde Brasanunca continuou a contratar aventureiros e mercenários para ajudar a proteger Nevenunca e manteve o treinamento de tropas locais em vez de aceitar a ajuda dos exércitos dos Lordes Secretos de Águas Progundas, que ele considerava que haviam lhe traído.

Ele criou uma patrulha interna da cidade que ficou conhecida como Vigias do Escudo Invernal, composta principalmente por moradores locais em vez de mercenários, enquanto a Guarda de Nevenunca se tornou um exército dedicado, priorizando ameaças externas.

Contingente de Defesa

As forças da Guarda de Nevenunca hoje possuem um exército extenso e diversificado devido à sua geografia, terreno e as várias ameaças que enfrenta. Esse exército permanente é de aproximadamente 8000 homens, dividido entre infantaria, batedores e cavalaria (esse contingente fica espalhado por todo território, incluindo condados e baronatos). Durante os tempos de paz, os soldados alternam entre a proteção do território interno de Nevenunca, sob o comando do Capitão Brelaina, ou para ocupar os assentamentos de fronteira sob o comando dos Sargentos de Brelaina.

A habilidade da cidade com mecanismos de relógio e máquinas resultou em armamento de cerco de alta qualidade que é usado para defender a cidade.

Defesas da Cidade

Máquinas de Cerco Especiais: A cidade conta com máquinas de cerco parcialmente animadas, o que acelera imensamente o uso e recarga dessas armas. Essas máquinas são capazes de mirar sozinhas e disparar projetéis carregados de magia de evocação. Além disso essas máquinas requerem apenas um operador.

Canhões: A cidade conta com canhões elementais, armas muito raras que usam essência de elementais para recarregarem e dispararem projeteis extremamente poderosos.

Munições Encantadas: Setas de balista costumam ser encantados com efeitos de magicos que são acionados quando a flecha atinge seu alvo. Este efeito é adicional ao dano padrão infligido pela máquina de cerco.

  • A munição explosiva afeta uma esfera de raio de 30 pés centrada no impacto do ferrolho. Qualquer criatura na área deve fazer um teste de resistência de Destreza CD 15, recebendo 10 (3d6) de dano em uma falha na resistência, ou metade do dano em uma bem-sucedida. Normalmente, a munição explosiva causa dano de fogo, inflamando objetos inflamáveis que não estão sendo usados ou carregados. No entanto, as setas mortais de Karrnathi causam dano necrótico e só causam dano a criaturas vivas, enquanto as lágrimas de Thrane Tira causam dano radiante.

Invocar munição conjura criaturas ao redor do ponto de impacto. As pedras de fogo aundairianas produzem uma esfera flamejante temporária que rola aleatoriamente ao redor da área de impacto. Os aglutinantes Zil desenvolveram uma forma mais poderosa dessa munição que lança elementos de conjuração na detonação, mas é extremamente caro e raro.

As pedras de pânico forçam todas as criaturas dentro de uma esfera de 90 pés de raio centrada no impacto da pedra a fazer um teste de resistência de Sabedoria CD 12. Qualquer criatura que falhar no teste de resistência derruba o que quer que esteja segurando e fica assustada por 1 minuto. Criaturas assustadas devem usar a ação Dash para se afastar da pedra do pânico. Se uma criatura afetada terminar seu turno a mais de 90 metros de distância da pedra do pânico, ela pode fazer um teste de resistência de Sabedoria. Em um teste de resistência bem-sucedido, o efeito termina para aquela criatura.

A Sociedade Nevenunquense

Voltando lá para 1.370 CV, Nevenunca era uma cidade cosmopolita e multi-cultural, e até mesmo os mercadores sulistas de Amn e Calimshan, que tinham várias críticas às cidades do Norte, consideravam Nevenunca um local satisfatoriamente civilizado para o gosto deles. Os nevenunquenses evitam os conflitos e controvérsias o máximo que podiam, e eram considerados um povo quieto, de boas maneiras, letrado, eficiente e trabalhador, que mantinham extremos respeito pelos horários, prazos, bem como pelo patromônio, bem-estar e felicidades de outrem. Acima de tudo, da tolerância sobre as diferenças raciais, opções sexuais e outras variedades e extravagâncias, havia respeito pela paz, pela lei e pela ordem.

Após a fundação da família real Alagondar nos últimos anos do século 14 CV, os nevenunquenses tornaram-se um povo deveras patriótico, orgulhosos de seus líderes e de sua cidade.

Contudo, após a destruição da cidade pela erupção do Monte Ignágora no ano de 1.451 CV, os nevenunquenses passaram a ostentar uma nova faceta: a da teimosia e da determinação. Muitos sobreviventes permaneceram na cidade, e eles sempre demonstraram a intenção de reconstruir Nevenunca ao seu antigo estado de glória e ímpeto para a defenderem dos muitos perigos que surgiram, desde ameaças mortais quanto extraplanares.

A Religião em Nevenunca

No século 14 CV, as principais fés em Nevenunca eram aquelas dedicadas a Helm, Oghma e Tyr. Os templos conhecidos como Salão da Justiça e Casa do conhecimento atendiam os fiéis de Tyr e Oghma, respectivamente, dentro dos limites da cidade, enquanto os fiéis de Helm congregavam nas proximidades, em um lugar conhecido como Fortaleza de Helm.

Com as mortes de Helm e Tyr nos anos antes da Praga Mágica, suas fés acabaram sendo substituídas pela de Torm e Bahamut, uma divindade subordinada a ele, bem como a fé de Selûne, pois seus seguidores almejavam trazer esperança para p povo de Nevenunca. Em 1.479 CV, a fé de Asmodeus, o deus da indulgência, se tornou bastante popular, e os Ashadmai passaram a ter uma enorme influência na política da cidade. A fé de Kelemvor também aumentou sua presença na cidade, mesmo antes de 1.479 CV, pois seus membros estavam empenhados em livrar o cemitério de Mortenunca da presença dos mortos-vivos e de outras forças do mal.

Os nevenunquenses jamais pararam de reverenciar Tyr mesmo após sua morte, e quando o deus retornou à vida após a Segunda Separação, sua fé rapidamente passou a ser aceita novamente em Nevenunca, e tornou-se tão popular quanto havia sido um dia.

Nos últimos anos do século 15 CV, ao mesmo tempo em que Nevenunca voltava a se tornar uma cidade cosmopolita, templos de diversas divindades passaram a ser bastante comuns e todos os bairros da cidade.

Atividade Comercial

Nevenunca Importa: Artesãos, mercenários.

Nevenunca Exporta: Artesanatos (principalmente clepsidras e lâmpadas exóticas), pesca, horticultura, lenha, inovações mágicas.

Moeda: peças de cobre são chamadas de tharns; peças de prata são chamadas de bults; peças de eléktro são chamadas de mar-shi; peças de ouro são chamadas de dragões; peças de platina são chamadas de bonsventos.

Por volta de 1.370 CV, Nevenunca era responsável por controlar a maior parte do comércio mineiro feito com postos avançados dos anões e gnomos nas proximidades da Umbreterna. Para tanto, eram usadas diversas passagens secretas espalhadas por vários armazéns e depósitos na cidade. Nessa época também havia um forte comércio relacionado à pesca, bem como um intenso comércio de lenha vinda das Matas de Nevenunca, principalmente através da aldeia de Trovoárvore. A maior parte dos negócios eram fechados com a cidade vizinha de Águas Profundas.

Contudo, os principais recursos de Nevenunca eram advindos de sua importância como centro artesanal, de aprendizado e de inovação mágica. Comerciantes e artesãos normalmente exerciam sua profissão em edifícios dedicados a tais tarefas. Vendedores de rua eram raros em Nevenunca.

Infelizmente, com a destruição da cidade em 1.451 CV devido à erupção do Monte Ignágora, o comércio cessou totalmente na região.

Após 1.461 CV, como parte dos esforços de reconstrução, Lorde Brasanunca concentrou a maior parte dos seus recursos para restaurar o comércio, bem como para contratar artesãos que auxiliassem nos reparos da infraestrutura da cidade. Comerciantes do “novo” continente de Laerakond começaram a fazer comércio com as cidades faerunianas da Costa da Espada anos antes de 1.479 CV. Em Nevenunca, um grupo de comerciantes de Tarmalune, um dos principais portos de Laerakond, tentou uma aproximação do Lorde Brasanunca na esperança de estabelecer rotas comerciais permanentes entre os dois continentes.

Por volta de 1.491 CV, Nevenunca é uma cidade repleta de oportunidades. Conforme se espalhavam as notícias que Nevenunca estava sendo restaurada, comerciantes tanto do Norte quanto das terras ao sul passaram a se interessar uma vez mais a fazer negócios com a cidade. Concomitantemente, Lorde Brasanunca começou a trabalhar para forjar uma aliança comercial com a restaurada Gauntlgrym, na esperança de aumentar a prosperidade de ambas as cidades, ao mesmo tempo em que garantia sua vantagem sobre os nobres e mercadores de Águas Profundas e Portal de Baldur.

Sem a presença de guildas para restringir o comércio e a construção civil, aqueles que desejam iniciar um negócio em Nevenunca podem simplesmente fazê-lo, e os comerciantes que ofertam produtos básicos, como alimentos, ficam ricos somente de vender seus bens para a cidade. Da mesma forma, há demanda para muitos serviços, e aqueles que querem oferecer sua mão-de-obra, seja como trabalhadores ou aprendizes, têm uma variedade de opções de carreira a seguir, independentemente da competição.

Estruturação da Cidade

Antes da erupção do Monte Ignágora, Nevenunca era uma cidade pitoresca e agitada, com vistas e edifícios que seriam notáveis em outras cidades, mas que aqui exibiam características bem comuns para a Joia do Norte.

Nevenunca normalmente era descrita como sendo “aproximadamente do formato de um um olho”, com as águas do Rio Nevenunca cruzando um eixo de leste a oeste. Em uma das extremidades da cidade ficavam os portos e do outro lado as Terras Altas, e mais além começava as Matas de Nevenunca. Quatro portões estavam espalhados ao longo de suas muralhas, dois nos cantos noroeste e nordeste, e dois nos cantos sudoeste e sudeste.

Entre suas paisagens mais marcantes estavam as três pontes, espetacular e intrincadamente entalhadas em pedra: o Delfim, a Serpe Alada e o Dragão Adormecido, considerados os maiores símbolos da cidade por seus habitantes. Entre as pontes, as águas do Rio Nevenunca cascateavam sobre pequena scorredeiras conforme se diriam para o movimentado porto da cidade. As lâmpadas multicoloridas que iluminavam suas ruas, as precisas clepsidras – os relógios d’água – e suas extraordinárias joias, além de seus magníficos jardins (a alcunha “A Cidade das Mãos Hábeis” se refere justamente aos dedicados jardineiros de Nevenunca) garantiam que os amenos invernos fossem coloridos e os verões fossem ricos e repletos de frutas da estação.

A cidade respirava beleza e exibia a engenhosidade dos projetos de seus prédios, muitos dos quais eram famosos por si só, como a Casa do Conhecimento, o templo de Oghma, o mais alto e cheio de janelas edifício religioso de Nevenunca; o Salão da Justiça, o templo de Tyr e o gabinete público dos governantes da cidade; e o Castelo Never, o palácio dos governantes de Nevenunca. Além desses, as reputações de suas exclusivas tavernas como a Máscara de Pedralua, a Pousada da Serpente Brilhante e a Torre Caída, chegavam bem longe dos muros da cidade e além, acrescentando mais destaque à cidade.

Depois da devastação causada pelo vulcão, a cidade foi quase que totalmente destruída. Das três pontes, apenas a Serpe Alada permaneceu utilizável. A maior parte do quadrante sudeste da cidade desabou para dentro de um fosso aberto, de tamanho gigantesco, que ficou conhecido como Precipício, e que continuamente vomitava pavorosas criaturas afetadas pela Praga Mágica. A maioria dos velhos edifícios e casas que o cercavam tornou-se guarnições bélicas para manter os monstros afastados

Embora Nevenunca tenha permanecido em ruínas por quase duas décadas, foi graças aos esforços do Lorde Brasanunca que a cidade começou a ser reparada à sua antiga glória nos últimos anos da década de 1.480 CV, Estalagens como a Taverna Tronco Flutuante e a Leviatã Encalhado tornaram-se bastante populares por toda a Costa da Espada.

O Precipício foi magicamente selado ao longo do ano 1.484 CV, embora a muito custo aos cofres da cidade, de modo que alguns trechos de sua muralha externa ainda estão em ruínas e vários bairros possuem vizinhanças inteiramente abandonadas e tomadas por monstros e bandidos ainda no início de 1.491 CV.

Locais

Até 1.372 CV, Nevenunca era dividida nos seguintes bairros:

  • O Centro da Cidade era a porção central de Nevenunca, onde ficavam os gabinetes governamentais e os principai templos;
  • O Distrito da Península, que compreendia o quadrante sudoeste da cidade;
  • O Distrito das Docas, o porto principal;
  • O Distrito Lagonegro, localizado no quadrante noroeste;
  • O Ninho do Mendigo, localizado no quadrante sudeste;
  • O Quarteirão Arcanista, também localizado no quadrante sudeste.

Após a guerra com Luskan, algumas partes da cidade foram reconstruídas, e o arranjo da cidade mudou um pouco:

  • O Quarteirão Comercial, localizado no meio da cidade e construído sobre o que restou do Centro da Cidade e do Distrito da Península;
  • Os Distritos Lagonegro e das Docas sobreviveram à guerra com Luskan quase intactos.

Com a erupção do Monte Ignágora em 1.451 CV, a cidade foi praticamente destruída. Quando Dagult Brasanunca iniciou seu projeto de reconstrução para a cidade, a disposição dos bairros mudou drasticamente.

Organizações

Com a reconstrução da cidade, muitas organizações passaram a operar em Nevenunca a partir de 1.479 CV, na esteira da promessa de prosperidade, com as mais variadas das intenções. Ainda hoje muitas continuam em atividade e ainda disputam pelo controle da cidade, seja comercialmente, seja religiosamente, seja no submundo. Entre elas, as mais importantes são:

  • A Convenção. Este grupo é composto por magos que passaram atuar também fora de Nevenunca mais recentemente.
  • O Manto Multi-Estrelado. Esta é a ordem de magos que apoiava o governo de Lorde Alagondar em 1.370 CV, antes dos acontecimentos da Praga Mágica. Eles foram enviados para o Reinos Distante junto com sua torre, a Torre Manto, e retornaram posteriormente.
  • Os Mantocinzentos. São uma milícia que protegeu Nevenunca durante o governo do Lorde Nasher Alagondar. Agora eles protegem os cidadãos, de forma independente do governo de Lorde Brasanunca.
  • Os Harpistas. Uma célula dos Harpista opera secretamente em Nevenunca desde 1.370 CV.
  • A Guarda de Nevenunca. Este é o exército de Nevenunca no final do século 15.
  • A Vigília Nevescudo. Esta é a força policial da cidade no final do século 15.
  • A Soberania Aboletica. Esta organização age por trás dos bastidores de Nevenunca, manipulando muitas pessoas da cidade, todas controladas mentalmente por este grupo de aboletes. Ele puxam as cordinhas de suas marionetes desde a erupção do Monte Ignágora.
  • O Ashmadai. É um culto dedicado à adoração de Asmodeus, o deus da indulgência. Eles ganharam destaque na cidade nos últimos anos.
  • Os Magos Vermelhos. Esta célula dos magos thayanos, liderados pela maga Valindra Mantossombrio vem atuando em Nevenunca nos últimos anos, e sua intenção é levar adiante os planos do zulkir lich Szass Tam.
  • Os Ratos Mortos. Originários de Luskan, esta gangue de ladrões de rua compostos por muitos homens-rato vem atuando em Nevenunca e aumentando cada vez mais sua área de influência.
  • Bregan D’aerthe. Esta companhia mercenária e mercantil, composta de drow e liderada pelo famigerado Jarlaxle Baenre, atua nos bastidores da cidade, assim como o faz em Águas Profundas.
  • A Ordem da Manopla. Esta facção composta essencialmente de clérigos e paladinos com a intenção de combater o mal passou a atuar com maior presença na cidade a partir de 1.491 CV.