Gregorius, o Arcanista da Sepultura
Posto: Deus Maior
Classe: Mágico
Tendência: Caotico e Maligno
Domínios: Morte, Magia, Caos, Mal
Símbolo: Uma caveira sorridente atravessada por duas espadas – uma vertical e outra horizontal.
Arma Predileta: Espada Chicote
Títulos: Arcanista da Sepultura
O Necromante Louco
Senhor da Ceifa Arcana
O Tecelão do Caos
O Riso da Morte
O Usurpador Arcano
Plano de Existência: Sepulcro Sombrio — um plano onde almas e feitiços colidem em um ciclo eterno de destruição e recriação
História e Ascensão
Gregorius sempre foi um deus menor da morte, antes visto como um lunático excêntrico entre os poderes divinos. No entanto, a sua inteligência perversa e a sua capacidade de manipulação logo provaram ser armas letais. Há 10.000 anos, ele urdiu um plano que culminou na usurpação dos poderes da antiga deusa da magia, arrancando sua essência arcana e fundindo-a com sua divindade. Essa ascensão fez dele o maior deus da morte, ultrapassando figuras como Nerul, Kelemvor e Etrom, que agora atuam como meros representantes de sua vontade.
Nos últimos séculos, à medida que se aproximava o advento da Era do Caos, Gregorius arquitetou novas maquinações, expandindo ainda mais seu domínio e influência. Manipulando os ciclos da morte e as tramas arcanas, ele ampliou sua autoridade sobre os próprios reinos seguros, garantindo que até mesmo os outros deuses da morte serviriam como seus intermediários.
Hoje, ele é a segunda maior divindade do panteão, ficando atrás apenas de Enaruê Hitori. No entanto, Gregorius não vê isso como um obstáculo, mas como um jogo. Ele ri, esperando pacientemente a oportunidade certa para dobrar até mesmo Enaruê à sua loucura.
Personalidade e Aparência
Gregorius é um velho esquelético de pele pálida, com uma barba desgrenhada e cabelos brancos revoltados que parecem ter vida própria, se passando como se estivessem rindo junto com ele. Ele veste mantos puídos e ornamentos luxuosos, misturando a aparência de um mendigo louco com a de um arquimago supremo.
Sua voz é rouca e vacilante, oscilando entre murmúrios enigmáticos e explosões de gargalhadas incontroláveis. Gregorius possui um senso de humor incomum, rindo do sofrimento dos vivos, das maquinações dos deuses e até de si mesmo. Ele pode passar de um monólogo filosófico sobre a transitoriedade da existência para uma piada sobre um cadáver tropeçando na própria lápide.
Ele é caótico em essência, mas sua loucura esconde uma inteligência sombria e afiada. Ele vê a realidade como um grande tabuleiro de xadrez, onde apenas ele conhece as regras, e mesmo quando parece agir de maneira solicitada, seus planos seguem um propósito macabro e grandioso.
**A Espada-Chicote: Corda Mortal
A arma predileta de Gregorius é uma espada-chicote conhecida como Corda Mortal. Feita de ossos enegrecidos e volta em chamas púrpuras, essa arma serpenteia no ar como um predador faminto, dilacerando carne e alma ao mesmo tempo.
Cada golpe desferido pela Corda Mortal rouba um fragmento da essência da vítima, armazenando-a para ser usado em feitiçarias proibidas. Além disso, sempre que Gregorius maneja essa arma, ela sussurra cânticos necromânticos na antiga língua dos mortos, como se a própria lâmina estivesse recitando feitiços.
Dogmas e Filosofia
Os ensinamentos de Gregorius misturam insanidade, pragmatismo e a crença de que a morte e a magia são os dois pilares que sustentam toda a existência. Seus dogmas incluem:
A magia não é uma dádiva, mas uma ferramenta de dominação. A antiga deusa da magia era fraca por permitir que meros mortais brincassem com seus dons. Gregorius ensina que a magia deve ser dominada pelos fortes e usada sem limites.
A morte não é um fim, mas um ciclo maleável. Os tolos veem a morte como um término, mas Gregorius sabe que é apenas um estado transitório. A alma, a carne e a energia podem ser recicladas, torcidas e moldadas conforme a vontade dos verdadeiros senhores.
A ordem é uma ilusão criada pelos que temem o desconhecido. O caos não é um erro, mas a verdadeira natureza da existência. Apenas aqueles que aceitam a loucura da realidade podem alcançar o verdadeiro poder.
O riso é a música da eternidade. A vida é um jogo, a morte é uma piada, e apenas os mais sábios sabem rir de ambos.
Seguidores e Clérigos
Os seguidores de Gregorius são variados, mas unidos um traço comum: a busca pelo poder sem restrições. Entre seus cultistas e sacerdotes estão:
Necromantes e Magos Negros: Busquem em Gregorius a chave para dominar a necromancia e libertar a magia de seus laços naturais.
Assassinos e Caóticos: Aqueles que desejam espalhar a morte de forma imprevisível encontram nele uma fonte de inspiração e loucura.
Liches e Imortais Profanos: Muitos mortos-vivos poderosos veneram Gregorius como o mestre absoluto da não-vida.
Filósofos Niilistas e Hereges Mágicos: Alguns intelectuais o seguem não pela sede do poder, mas por acreditar que sua visão sobre o caos é a única verdade.
Seus templos são raros, mas quando surgem, são obras de arte macabras — grandes torres feitas de ossos, ruínas flutuantes cobertas por runas interrompidas, ou mesmo fendas na realidade onde a energia mágica transborda de maneira caótica.
Principais Rituais e Celebrações
A Ceifa do Arcano Perdido: A cada eclipse, os seguidores de Gregorius tentam roubar o conhecimento arcano de um rival, seja por feitiçaria, assassinato ou outros métodos.
O Carnaval Sombrio: Uma noite onde os mortos são animados para dançar, rir e entreter seus mestres mortais em uma festa macabra.
O Julgamento dos Loucos: Um ritual onde um mago ou sacerdote deve abrir sua mente ao puro caos da magia e da morte, arriscando-se a ser destruído ou ascender a novos níveis de poder.
Relações Divinas
Enaruê Hitori: Gregorius respeita a supremacia de Enaruê, mas vê sua posição como um desafio a ser superado. Ele encara o deus supremo como um "irmão mais velho rabugento" e se diverte tentando testar sua paciência.
Nerul, Kelemvor e Etrom: São seus subordinados, presentes como meros representantes de sua vontade nos domínios da morte. Gregorius trata como peças em seu jogo, favorecendo ou punindo conforme sua necessidade.
Torkehan: O deus ligado aos espíritos e ao equilíbrio é um opositor natural a Gregorius. Ele vê Torkehan como um ingênuo, alguém que ainda não entendeu a verdadeira natureza da morte e da magia.
Outros Deuses da Magia: Muitos ainda guardam rancor contra Gregorius por sua usurpação do poder arcano há 10.000 anos. Ele, por sua vez, apenas ri e desafia qualquer um deles a tentar recuperá-lo.
Gregorius é um deus temido, reverenciado e odiado. Seu riso ressoa pelos planos, ecoando como um lembrete de que a morte e a loucura são inseparáveis, e que a magia pertence apenas aqueles ousados o suficiente para tomá-la à força.