1. Characters

Ichiro Mori

Samurai


Com o paladino do Marcos (preso)

Serve a dama de preto

Serve ao Lobo

Trabalha para o Meliav

Deu passagem para um Leão dourado na floresta de Neran (agora tem um leão em seu peito e sua katana está com adornos de leão)

Esta num serviços de capturar desertores da época da guerra de Belaquia contra Neran.

Reencontra antiga parceira de grupo Eme Deo.


Sessão 11/10/2025

Após ser liberado junto com Eme Deo, Albert WiseHeart e Eldiel começaram a trilhar uma estrada rumo ao próximo vilarejo. No caminho, encontraram um ser de pele vermelha, chifres, cauda em forma de seta e cascos no lugar dos pés, que se apresentou como Sr. D. Após uma breve conversa, o grupo seguiu viagem e, algum tempo depois, alcançou a vila.

Ao chegarem, Eme Deo tentou conseguir um mapa para se localizarem, mas ninguém na vila possuía um. Decidiram então ir até o templo de Torm, onde poderiam ao menos se limpar e descansar.

Durante a conversa com o sacerdote do templo, o samurai percebeu que havia algo errado com as pessoas do vilarejo — todas pareciam lentas, como se estivessem sob a influência de algo ou alguém. Ele chamou a maga e comentou sobre a estranheza da situação. Quando ela tentou detectar magia, quase ficou atordoada e percebeu que tanto o sacerdote quanto o paladino estavam sob o efeito de algum encantamento.

Na manhã seguinte, a maga preparou feitiços para tentar remover a magia do paladino, mas não obteve sucesso. Tentou também no sacerdote, sem resultado. A partir daí, utilizando montarias conjuradas, o grupo passou a viajar mais rapidamente. Após atravessarem diversos vilarejos, pararam em outro para verificar se os habitantes estavam normais — e, felizmente, estavam. Lá também conseguiram um mapa.

Decidiram então partir para a capital. Enquanto sobrevoavam uma floresta, as montarias desapareceram repentinamente, e o grupo caiu na mata. Procurando o responsável por aquilo, Ichiro percebeu uma mulher de vestes negras que se movia entre as árvores. Ele perguntou por que ela havia desfeito as montarias, e ela respondeu, simplesmente, que o fez porque quis.

A mulher queria que a maga fabricasse itens para ela — e a maga aceitou. Em seguida, ela se voltou para o samurai e perguntou em que ele era útil. Ele respondeu que era um combatente, e ela disse que isso seria suficiente. Já o paladino relutava em servi-la, e uma breve discussão se iniciou. Por fim, Albert fez uma oração a seu deus, e um anjo surgiu diante deles. Contudo, em um piscar de olhos, o anjo estava caído no chão, com a Dama de Negro pisando sobre ele. Um portal se abriu, e duas criaturas saíram dele, arrastando o corpo do anjo de volta para dentro.

Logo depois, o paladino silenciou e entrou no portal também. A mulher então se voltou ao samurai, entregou-lhe um broche e ordenou que seguisse para a capital. Agora sozinho, ele partiu pela estrada. Durante a jornada, encontrou outro homem que também possuía o mesmo broche. O homem entregou-lhe uma esmeralda e uma miniatura de cavalo, explicando que, ao lançá-la no chão, surgiria uma montaria. E assim fez o samurai.

Ainda distante de seu destino, parou para descansar na floresta. Durante a noite, foi atacado por um grande lobo, que o mordeu e o imobilizou. Quando recobrou os sentidos, estava em um local escuro, diante da silhueta de um homem que lhe propôs trabalho. O samurai aceitou. Ao perguntar o nome de seu novo empregador, o homem respondeu:
“Pode me chamar de O Lobo.”

Ele então entregou uma moeda negra e uma miniatura de um grande lobo, dizendo que o samurai deveria continuar sua jornada e avisá-lo caso encontrasse um anel com certos detalhes específicos.

O samurai acordou em seu acampamento como se nada tivesse acontecido, mas os itens estavam lá — e agora ele estava montado em um lobo. Seguiu viagem e, algum tempo depois, avistou um brilho vindo da floresta. Movido pela curiosidade, aproximou-se e percebeu a presença de um grande leão feito de pura luz.

A criatura falou para que ele se aproximasse, e assim o fez. Quando chegou mais perto, o leão pediu passagem. O samurai ajoelhou-se e estendeu sua katana à frente. O leão, então, fundiu-se a ele e à espada. Um formigamento tomou seu peito, e, ao remover a armadura, viu que agora tinha uma tatuagem de leão gravada no peito. Os adornos de sua katana também haviam mudado.

Retornando à estrada, o samurai finalmente chegou à capital. Lá, procurou por trabalho e encontrou um homem chamado Meliav, que precisava de um segurança particular. Ele fez o pagamento adiantado e entregou um cartão para que o samurai se apresentasse em uma estalagem, onde deveria esperá-lo.

Sessão 07/02/2026

O tempo de espera tornara-se longo demais.

Os dias passavam lentos como folhas levadas por um riacho preguiçoso, e eu permanecia na taverna ou caminhava pelas ruas da cidade, observando seus costumes e suas gentes, mantendo minha lâmina afiada e meu espírito atento. Um guerreiro sem missão é como uma espada embainhada por tempo excessivo: perde o propósito.

Numa manhã fria, o senhor Meliav finalmente veio ao meu encontro. Sua voz era firme. Precisava de meus serviços.

Deveria trazer de volta alguns procurados para que fossem julgados. Criminosos da guerra passada. Homens que fugiram do peso de seus pecados.

Aceitei sem hesitação.

Cumprir um dever não exige entusiasmo — exige honra.

Preparei-me para a jornada como manda a prudência. Adquiri mantimentos, provisões simples, dois pares de algemas e um cavalo resistente, digno de longas estradas. O destino era Capithar. Respirei fundo, ajustei a espada à cintura e parti.

Em cada vila do caminho eu parava brevemente. Descansava, observava, ouvia. Perguntava por rostos, nomes, rumores. Contudo, quanto mais avançava, mais percebia que as respostas me aguardavam apenas no destino final.

Quando já não estava distante da cidade, parei em um pequeno povoado. Foi então que recebi uma mensagem de Eme Deo.

Perguntava onde eu estava e qual caminho eu trilhava.

Respondi com simplicidade, informando o nome da vila e a estalagem onde repousava. Ela disse que viria ao meu encontro e pediu que aguardasse.

Não demorou.

Quando chegou, sentamo-nos no bar da estalagem. Contei-lhe tudo o que ocorrera desde nossa última despedida. Seus olhos demonstraram surpresa diante de tantos acontecimentos. Perguntou se eu havia ingressado na guilda da capital.

Expliquei que trabalhava para alguém ligado a ela, mas que minha espada ainda não pertencia a nenhuma bandeira.

Então sugeriu que eu abandonasse o serviço de Meliav.

Neguei com calma.

Um homem pode mudar de caminho.
Um guerreiro não abandona um juramento.

Disse-lhe que cumpriria o tempo pelo qual fui contratado.

Ela suspirou, mas decidiu ajudar-me.

Quando nos preparávamos para partir, um alvoroço ecoou pela vila. Aproximamo-nos. Dois homens discutiam. Um gritava com fúria descontrolada; o outro permanecia imóvel, silencioso como pedra.

Tentei intervir antes que o sangue fosse derramado.

Preparei minha katana para aparar o golpe que viria.

Mas, no instante do impacto… o homem desapareceu.

No lugar dele, uma carta voou pelo ar como uma lâmina lançada pelo vento. Ela atingiu o agressor, e, num piscar de olhos, ele ficou selado dentro dela.

Aquilo não era ilusão comum.

Era magia refinada.

O homem que permanecia calmo aproximou-se. Seu olhar atravessava-me como se lesse cada cicatriz da minha alma. Parecia conhecer meus passos, meus erros, meus encontros.

Eme Deo elogiou sua habilidade. Ele ofereceu-se para ensiná-la, mas ela recusou — já seguia outro caminho arcano.

Chamava-se Cardmaster.

Perguntei-lhe sobre os homens dos cartazes. Ele confirmou: um estava em Capithar; o outro, preso em uma de suas cartas.

Solicitei a custódia do prisioneiro.

Sem resistência, a carta se desfez, libertando o homem diante de mim. Coloquei as algemas com rapidez e reverência.

Agradeci ao mago com uma leve inclinação de cabeça.

Dívidas de respeito nunca devem ser ignoradas.

Eme Deo sugeriu que retornássemos a Fiore para entregar o primeiro condenado. A noite já caía, e viajar sob o manto da escuridão não me agradava. Porém, ela insistiu que a pressa nos favoreceria.

Cedi.

Nem toda decisão precisa ser confortável — apenas necessária.

A jornada foi exaustiva. Nossos corpos cobravam descanso. Por fim, paramos. A maga ergueu um refúgio mágico, simples, porém seguro. Estabeleceu alarmes ao redor. Amarramos o prisioneiro e repousamos.

Quando a aurora chegou, retomamos o caminho.

Ao alcançar a capital, procurei a guarda e entreguei o fugitivo. Agradeceram com respeito. Informei que em breve traria o segundo.

Ainda havia trabalho a ser feito.

A estrada, mais uma vez, chamava meu nome.

E enquanto minha espada estivesse firme em minha cintura, eu atenderia ao chamado.

Sessão 14/02/2025

Retomamos nossa jornada rumo a Capithar.

A viagem foi tranquila e rápida, como se os ventos estivessem favoráveis ao cumprimento do dever. Ao chegarmos à cidade, Eme Deo tratou de procurar alguém que pudesse saber do paradeiro do procurado. Após certa negociação — na qual moedas falaram mais alto que palavras — um homem concordou em nos conduzir até o local onde o fugitivo se encontrava.

Era uma casa de jogos.

Ali, apostas eram feitas com a mesma frequência com que homens perdem o juízo.

Ao adentrarmos o recinto, identifiquei-o quase de imediato. Estava sentado à mesa, concentrado em uma partida, rodeado por olhares gananciosos. Eme Deo pediu que eu o observasse atentamente enquanto ela tentaria aproximar-se através do jogo, buscando informações.

Mantive-me vigilante.

Durante minha observação, um homem aproximou-se e, após esbarrar em mim, murmurou se eu desejava que ele “ajeitasse” o sujeito por mim. Por não compreender de imediato a natureza exata de sua proposta — e talvez por descuido — concordei com um breve aceno.

Outros homens se aproximaram em seguida, oferecendo-me “companhia”. Informei, com firmeza, que estava ali a serviço. Não fui claro o suficiente, e por um momento acreditaram que eu desempenhava função semelhante à deles. Contudo, após breve esclarecimento, a confusão foi desfeita sem conflito.

Pouco depois, Eme Deo retornou.

Notei que seus braceletes não mais adornavam seus pulsos. Havia apostado — e perdido. Nada disse. Cada um carrega suas próprias decisões.

Ela dirigiu-se ao fugitivo e, após algumas palavras trocadas em tom reservado, subiu com ele para um dos quartos.

Esperei.

Horas se passaram até que retornassem. Ela informou que ele estava disposto a nos acompanhar sem resistência. Não questionei os métodos; o resultado era o que importava.

Deixamos o estabelecimento e fomos em busca de uma estalagem para a noite. Encontramos uma chamada “Tia Merinda”.

Ao adentrarmos, percebi que aquele não era um local comum para viajantes. Luzes vermelhas adornavam o teto. A mobília era extravagante. A cama, em formato incomum, contrastava com a simplicidade que costumo buscar em repouso. Havia comida e bebida à disposição, como se o conforto ali tivesse outro propósito.

Deitei-me apenas com a intenção de descansar.

Não demorou para que três mulheres orientais entrassem no quarto. Com respeito e firmeza, expliquei que não buscava distrações, apenas repouso. Após insistência educada, elas se retiraram.

Na manhã seguinte, ao pagar pela hospedagem, recebi com surpresa o valor: oitocentas e cinquenta peças de ouro por dois quartos, por uma única noite.

Paguei.

Alguns erros custam ouro. Outros custam honra. Prefiro perder o primeiro.

Partimos de Capithar, e confesso que senti alívio ao deixar aquela cidade para trás.


Ao retornarmos à capital, entregamos o foragido à guarda. O dever estava cumprido.

Dias depois, encontrei Meliav na cidade e relatei o sucesso da missão. Porém, naquela mesma noite, durante meu descanso, tive um sonho.

Nele, a Dama de Preto surgiu diante de mim.

Seu semblante era envolto em sombras, mas seus olhos eram claros como julgamento inevitável. Mostrou-me o rosto de um homem e disse que eu deveria trazer sua cabeça — pois era um traidor. Deveria também entregar seus pertences pessoais como prova.

Seu nome era Xes.

Ao despertar, sabia que não era um sonho comum. Era um chamado.

Conversei com Eme Deo, que prontamente concordou em me auxiliar. Por sugestão dela, procuramos Meliav, cujo conhecimento sobre a cidade e seus habitantes é vasto.

Perguntei-lhe se conhecia um homem chamado Xes.

Ele confirmou. Pertencia ao grupo conhecido como Lobos Prateados e estava em missão distante da capital, encarregado de resgatar navios.

Meliav então me perguntou a razão de meu súbito interesse.

Não escondi a verdade.

Expliquei que estava incumbido de eliminá-lo, por ordem da Dama de Preto, e que deveria trazer sua cabeça como prova.

O semblante de Meliav tornou-se grave.

Disse que isso seria um grande problema, pois Xes era membro do grupo. Se eu o matasse, tornar-me-ia alvo dos Lobos Prateados.

Perguntou-me se havia prazo para cumprir tal tarefa.

Respondi que nenhum prazo me fora dado.

Ele assentiu lentamente.

— Então ainda temos tempo para pensar — disse.

E assim ficou decidido.

Pois mesmo quando a lâmina é necessária, a sabedoria deve guiá-la antes que ela deixe a bainha.