1. Characters

Aurora (desbravadores)

Paladina

Desbravadores nível 15.

Uma garotinha que viveu presa em um coliseu, aprendeu sobre o mundo por histórias e se fez forte para ser a esperança, tudo que é  liberdade lê foi tomado, e hoje ela busca libertar todos de suas prisões. 

Darius


“Enquanto eles não se conscientizarem, não serão rebeldes autênticos e enquanto não se rebelarem, não têm como se conscientizar.” 

1984 – George Orwell 

Só pude perceber o quanto o mundo estava errado quando me vi pronto para atacar aquela que considerava minha filha.  

Quando meus amigos me pediram ajuda para uma missão eu achei que seria simples afinal era só uma investigação de uma antiga ruina. Luka estava à frente do grupo quando foi pego de surpresa mal tive tempo de reagir quando vi Merindah e Seth sendo atacados também, tentei ver quem estava por traz dos ataques, mas eu já não via mais nada.  

Quando consegui abri os olhos novamente só pude ver o cinza das pedras que formavam uma cela fria e úmida. a estranheza do lugar me fez perder o ar, o desespero de meus amigos sendo atacados me fez paralisar, só pude voltar a mim quando as mãos frias de uma garota me tocaram. era uma criança devia ter seus 10 anos, não deveria estar tão magra ou tão pálida, os cabelos dourados e compridos deveriam ter brilho, mas não tinham.  

“Está tudo bem moço vai dar tudo certo.” o sorriso que ela mostrava ao dizer aquilo me deixava triste porem de certa forma me confortava por ver tanta bondade em uma criança que não parecia ter visto nenhum ato bom na vida 

“Criança eu quem deveria fazer tal afirmação não acha?” falei com toda a calma em meu ser.  

“Eles vão te testar em breve e só não fazer coisas ruins que vai ficar tudo bem”  

“Qual seu nome?”  

“Meus pais não tiveram permissão de me dar um nome. Aqui nenhum de nós tem um nome só fazemos o que mandam e quando mandam ou não vivemos.” 

Me vi curioso a entender como aqueles olhos pareciam tão puros em meio aquilo tudo. Mas não tive tempo de entender quando a porta da cela abriu e revelou uma criatura grande com uma máscara. 

“Coloque isso e venha comigo, veremos se é útil para algo” a criatura fala com uma voz baixa enquanto estica uma marcara para mim.  

Quando olho para a garota ele dá um leve aceno e sorri como um incentivo silencioso, talvez tenha sido o suficiente para me fazer entrar nessa loucura. passo pelos corredores de pedra cercado de guardas chegando ao fim me deparo com uma grande arena com duas mesas repleta de diversas armas. com um empurrão eu sou jogado para dentro.  

Quando dou o primeiro paço começo a ouvir gritos e mais gritos nesse momento eu percebo que é um espetáculo uma arena de jogos. onde eu sou a apresentação principal.  A multidão quase abafa o som dos rugidos que me fizeram ficar alerta, logo depois de ouvi-los um portão abre revelando 4 leões, maiores que os normais e claramente mais rápidos. depois que consegui me aproximar da mesa peguei a primeira arma e escudo que consegui me preparando para o pior. 

os gritos da plateia eram irritantes tanto para mim quanto para os animais, talvez isso tenha sido o que me deu vantagem para derrubar 2 deles que estavam mais incomodados com os gritos do que comigo. os outros vieram em minha direção um de cada lado me encurralando causando mais gritos na plateia como se eu tivesse perdido já. levei duas mordidas certeiras porem consegui sair de suas garras ficando livre para atacar, só um golpe foi o necessário para derrubar o primeiro. então o silencio me irritou ainda mais quando dei o segundo golpe fatal no outro.   

Voltei pelo corredor de guardas pensando em como uma criança sobreviveria a isso, como alguém conseguia sorrir em meio a um jogo tão sujo como esse, mas quando cheguei ao quarto ninguém estava lá. Tudo que pude pensar é que aquela garota podia ser minha pequena Hannah, isso me fez pensar q nunca mais veria minha filha, me fez lembrar de quando vi seus olhos fecharem e sua vida a abandonar, minha esperança tinha morri ali, mas hoje algo a trouxe de volta, outra pessoa por quem lutar. 

Anna


“Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos.” 

O Pequeno Príncipe, Antoine de Saint-Exupéry 

Nunca soube quem falava comigo durante as noites que eu não conseguia dormir, a voz era de uma criança e conseguia sentir sua esperança através de cada palavra, isso me fazia lutar todos os dias, saber que tinha uma criança que ainda sabia o que era esperança mantilha a minha viva. A garota era como a lua que iluminava a escuridão, talvez seja por isso que sempre chamei ela de Lune”  

“pequena Lune o que fez hoje?” 

“tem novos prisioneiros, um deles conseguiu ganhar fácil, mas está machucado.” ela falou com preocupação, essa empatia que ela tinha por todos ali me dava ainda mais vontade de lutar. 

“ele está muito longe de mim?” 

“só duas celas ao seu lado.” 

foi o suficiente para eu começar minhas orações, para curar os feridos mantendo suas vidas até o dia que uma luz nos guiar até a saída. enquanto eu fazia isso podia ouvir um leve cântico em uma cela ao lado, sabia que era a July me ajudando a fortalecer minha cura, ela era uma ótima cantora com poderes arcanos que eu mal podia entender.  

“obrigada” foi tudo q falei depois de terminar minhas orações. 

“não sou eu quem deveria agradecer” 

“você me deu esperança como a lua ilumina aqueles que vagam na escuridão, você me deu um motivo Lune, obrigada” 

“você é minha família assim como todos aqui, todos cuidam de mim então a minha esperança é graças a vocês.” para ela nos somos o Sol e para nós ela e lua, isso parece uma brincadeira estranha, mas gostei de como ela vê, como uma família.