Status do Dia: Sobrevivendo.
Companhia: Fleshraker (alimentado) e alguns "macacos-pelados" que acham que sabem lutar.
Registro 1: A Praga Sombria e o Erro de Cálculo
O dia começou com a rotina de sempre: expurgar anomalias. Encontramos uma Águia Sombria desgarrada do Plano das Sombras. Essa contaminação antinatural está ficando frequente demais, então eu e o garoto caçamos a aberração e cortamos o mal pela raiz.
Depois disso, assumi a forma de águia e levantei voo em direção à cidade que, dizem os boatos, sumiu para o Plano das Sombras. No caminho, avistei quatro kobolds tentando invadir uma pequena vila de surpresa. Minha consciência pesou (maldito instinto). Desci feito um raio, mudei de forma na cara deles e os interroguei. Descobri que espionavam para uma tal de "Bruxa Negra". Nunca ouvi falar, mas já não gostei do nome.
Poupei os vermes e os mandei voltar. Quando perguntaram de quem era a ordem, a arrogância falou mais alto: disse que era "Em nome do Druida Rowan". Sei que vou me arrepender horrores de ter colocado meu nome na boca de kobolds, mas já foi. Avisei o responsável pela vila sobre o perigo. Fui ignorado, claro. Sinceramente? Não me importo. Minha parte eu fiz, não sou pai de ninguém. Se forem dizimados, viram adubo e vida que segue.
Registro 2: O Covil no Pântano
Virei um corvo e segui os kobolds por dias. No caminho, vi algo bizarro: eles se aliaram a Homens-Lagarto. A andança terminou em um pântano fedorento cheio de ambas as raças, entrando em uma caverna. Claramente o covil da tal Bruxa. Como não sou burro e sei que magia é traiçoeira, me recusei a entrar sozinho em desvantagem. Fui até a cidade grande mais próxima alertar as autoridades. Fui ignorado de novo. Repito o mantra: se forem invadidos, o problema não é meu.
Registro 3: Jardim de Pedra e Monstro Albino
Durante o rastreio dos kobolds, cruzei com um local que me arrepiou. Uma clareira com árvores, chão e várias estátuas de humanoides totalmente petrificadas. Pela quantidade de corpos ali, o predador é ativo e letal. Achei prudente recuar e não virar pedra.
Mais à frente na estrada, vi um gorila albino de quatro braços que ainda é envolvido com magia prestes a estraçalhar quatro aventureiros. Agi rápido: usei minha magia e ceguei o monstro. Deu tempo de todo mundo correr com vida.
Decidi voltar para as ruínas petrificadas e ficar de tocaia. Sabia que era questão de tempo até o culpado — ou novas vítimas — aparecerem.
Registro 4: A Aliança Desesperada
Dito e feito. Um grupo de viajantes apareceu nas ruínas. No começo foram hostis (o pessoal desse continente é muito estressado), mas depois de alguns rosnados do Fleshraker e uma boa conversa, nos entendemos. Eles parecem querer resolver esse mistério da petrificação tanto quanto eu.
Agora estamos seguindo juntos. Sendo bem honesto, não tenho muita fé na capacidade de sobrevivência deles. Parecem o tipo de gente que morre cedo. Mas, por enquanto, ter corpos extras para chamar a atenção do monstro me parece um bom plano tático. No pior dos casos? Eu viro um bicho rápido, o Fleshraker corre e o resto que se vire. Minha prioridade é salvar a minha pele e a do meu dinossauro.
Próximo Passo: Descobrir o que está transformando pessoas em pedra antes que nos transformem.