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Marie

Marie, a Arquivista Errante

A história de uma estudiosa em busca da biblioteca que contém todo o
conhecimento
Marie, a Arquivista Errante
Marie nunca foi considerada uma criança prodígio. Desde cedo, demonstrava interesse pela
magia, mas tinha uma dificuldade que a acompanharia durante muitos anos: ela era lenta para
aprender.
Enquanto outros aprendizes conseguiam dominar os fundamentos da magia arcana depois de
poucas tentativas, Marie precisava repetir os mesmos exercícios inúmeras vezes. Símbolos que
pareciam simples para seus colegas podiam ocupar páginas inteiras de suas anotações.
Mas havia algo que ninguém conseguia tirar dela: curiosidade. Marie passava horas
estudando. Podia permanecer até tarde em uma biblioteca, cercada por livros e pergaminhos,
tentando compreender um único conceito. Quando não entendia alguma coisa, procurava outra
fonte. Se aquela fonte também não ajudasse, procurava uma terceira.
O caminho que ela não esperava
Com o tempo, Marie começou a perceber que talvez estivesse tentando seguir um caminho que
não era o seu. A magia arcana nunca lhe pareceu natural.
Então começou a estudar outras formas de conhecimento: religiões antigas, divindades
esquecidas, milagres, sacerdotes, santos e histórias de povos que haviam desaparecido.
Foi assim que descobriu a magia divina. Pela primeira vez, sentiu que havia encontrado algo
que combinava com ela. Marie não precisava ser a mais talentosa. Precisava apenas continuar
aprendendo.
Sua devoção e seu conhecimento fizeram com que desenvolvesse poderes divinos, mas seu
verdadeiro talento estava em outro lugar. Ela se tornou uma Arquivista.
A guardiã do conhecimento
Marie passou a acreditar que nenhum conhecimento deveria desaparecer. Uma história
esquecida era uma história perdida. Um livro destruído poderia levar consigo séculos de
conhecimento. Uma inscrição apagada poderia fazer uma civilização inteira desaparecer da
memória.
Por isso, começou a registrar tudo: livros antigos, mapas, lendas, orações, inscrições,
costumes, relatos de viajantes, criaturas desconhecidas e histórias de lugares esquecidos
Ela transformou seu próprio livro em um arquivo ambulante.
A biblioteca que contém tudo
Foi durante uma de suas pesquisas que encontrou algo que mudaria completamente sua vida.
Em um manuscrito extremamente antigo, Marie encontrou uma referência a uma biblioteca que,
segundo a lenda, existiria desde o início dos tempos.
Ninguém sabia onde ficava. Ninguém sabia quem a havia construído. Algumas histórias diziam
que ela existia antes dos primeiros reinos. Outras afirmavam que havia sido criada no mesmo
momento em que o mundo recebeu seu primeiro conhecimento.
A biblioteca teria uma característica impossível: ela possuiria tudo.
Todo conhecimento que já existiu estaria guardado em algum lugar dentro de suas paredes:
livros escritos por civilizações desaparecidas, conhecimentos perdidos, histórias verdadeiras
escondidas por reis, segredos de antigas divindades e mapas de lugares que ninguém mais
conhece.
Marie procurou mais informações. Mas quanto mais procurava, mais percebia que a biblioteca
poderia ser apenas uma lenda.
Nenhum mapa indicava sua localização. Nenhum explorador afirmava ter chegado até ela.
Nenhuma ordem religiosa reconhecia sua existência. As poucas referências que encontrou
eram fragmentadas e contraditórias.
Marie não sabe se a biblioteca é real. E é justamente por não saber que precisa descobrir.
A jornada
Desde então, encontrar essa biblioteca tornou-se o maior objetivo de sua vida.
Marie viaja de cidade em cidade procurando qualquer pista. Uma inscrição em uma ruína pode
ser importante. Um livro esquecido em um templo pode conter uma referência. Um viajante pode
ter ouvido uma história. Uma lenda contada por um velho pode esconder uma verdade.
Para outras pessoas, essas coisas talvez não significassem nada. Para Marie, poderiam ser a
próxima peça de um quebra-cabeça gigantesco.
Ela não busca a biblioteca por poder. Busca porque quer saber se ela realmente existe. E, se
existir, quer conhecer tudo aquilo que foi preservado dentro dela.
Curiosa, mas desatenta
Sua maior qualidade também é uma de suas maiores fraquezas.
Marie é extremamente curiosa. Qualquer coisa desconhecida consegue prender sua atenção.
Porém, quando algo desperta seu interesse, ela se torna completamente desatenta ao resto.
Pode entrar em uma ruína procurando uma pista sobre a biblioteca e passar três horas
estudando uma inscrição que encontrou pelo caminho. Pode começar uma conversa com
alguém e interrompê-la ao perceber um símbolo estranho em uma parede.
Pode sair de uma cidade atrás de uma pista e só depois perceber que esqueceu metade de
seus pertences na hospedaria.
O livro
Marie nunca viaja sem seu grande livro de registros. Ele é parte biblioteca, parte diário e parte
coleção de conhecimentos.
Em suas páginas estão reunidas décadas de estudos, anotações, desenhos, mapas e
informações que ela considera importantes.
Algumas páginas são extremamente organizadas. Outras possuem anotações feitas às pressas.
Há páginas inteiras dedicadas a criaturas que encontrou, mapas incompletos de lugares que
visitou e observações sobre culturas que conheceu.
Também existem páginas onde Marie simplesmente escreveu: "Investigar depois."
Algumas dessas anotações estão esperando há anos.
A Arquivista Errante
Aos trinta anos, Marie continua viajando. Ela ainda não encontrou a biblioteca. Na verdade, nem
sabe se ela existe.
Mas isso não a desanima. Cada nova descoberta é mais uma peça da história do mundo. Cada
viagem pode trazer uma nova pista. E cada livro pode esconder uma informação que alguém
esqueceu há séculos.
Por isso, Marie continua caminhando. Carregando seu livro, suas anotações e sua fé.
Ela não sabe onde sua jornada vai terminar. Mas tem certeza de uma coisa:
se a biblioteca que contém todo o conhecimento realmente existir, Marie pretende
encontrá-la.
E, quando finalmente estiver diante de suas portas, sua primeira pergunta provavelmente não
será sobre magia, deuses ou os segredos do universo.
"Por onde eu começo?

Resumo


Eu estava em uma viagem em busca da biblioteca quando Annabelle, uma elfa que pensa que sabe um pouco sobre as coisas, me mandou uma mensagem pedindo ajuda. Já que eu tenho um conhecimento maior, acabei indo ajudar. Quando cheguei, ela começou a querer se mostrar superior. Quando eu ia mostrar que era superior, Xandra, uma feiticeira, acabou aparecendo e interrompeu, pois eu ia acabar tirando as proteções mágicas do local, já que meu poder é muito maior.

Depois, Annabelle me explicou o que estava acontecendo: ela tinha um mapa que não conseguia decifrar. Olhei rapidamente para o mapa e percebi que realmente havia bastante informação oculta e que iria demorar para decifrar. Depois, ela me apresentou a um grupo com uma Escolhida de Pelor e mais algumas pessoas bastante extraordinárias em suas áreas. Eles me explicaram alguns problemas, como um psiônico que chegou a matar até divindades. Então, fui procurar entender sobre o psiônico para poder combatê-lo.

Annabelle escutou conversas sobre uma ruína antiga que talvez tivesse uma forma de combater ele, então reunimos um grupo para ir até lá. No caminho, paramos em algumas vilas e logo achamos vilas destruídas, sem ninguém. Procuramos em outra próxima e achamos corpos caídos, mas já sem alma. Procurei na cidade e acabei achando um ritual que levava a alma para outro lugar, em oferenda a um Deus. Olhei nas vilas em volta e descobri que havia 5 vilas assim: algumas sem corpos, outras com os corpos ainda lá, mas já sem almas. Todas com o mesmo ritual. Mas uma vila próxima ainda estava inteira.

Voltei para pegar o restante do grupo. Quando cheguei, eles estavam reunindo os corpos para enterrar, quando eles começaram a levantar e atacar. Tivemos que matar todos eles ali. Logo, partimos para a vila que estava inteira e expliquei para o chefe da vila o que estava acontecendo, pedindo para recuar a vila para a cidade. Ele falou que não tinha como, então separamos um grupo para vigiar o local.

No meio da noite, eles chegaram com um corpo, falando que ele estava fazendo o ritual, mas o corpo já não tinha alma. Provavelmente era uma possessão. Investigando um pouco mais, descobri que extraplanares são capazes de fazer isso. Então, reuni com o chefe da vila para avisar que a vila não estava segura e que eu ia fazer um portal para retirar as pessoas para a cidade. Entrei em contato com a Xandra, avisando que iria abrir um portal próximo à cidade para levar as pessoas da vila, e expliquei o que estava acontecendo.

Depois de retirar todas as pessoas da vila, partimos para a próxima, um possível alvo. Chegando lá, avisei o chefe dessa vila. Perguntei para o grupo se alguém conhecia um rastreador. O Rubro do grupo me falou que conhecia, então pedi para ler a mente dele para ver a imagem do rastreador Ramon. Depois, fui até o local onde ele estava com o Rubro e o chamamos para o grupo, pois não conseguíamos achar nada sem ele.

Logo, dividimos o grupo: uma parte ficou na vila e outra foi até as vilas destruídas, levando o Ramon para ver se achava algum rastro. Lá, encontramos uma pessoa, um arcano chamado Perugius Dola, um conjurador que também estava investigando os ataques. Olhei um pouco mais em volta e acabei descobrindo que as almas estavam indo para Bane, uma divindade maligna. Então, chamamos o Dola para investigar junto e partimos para a vila, onde reunimos o grupo.

No meio da conversa, houve um ataque surpresa, uma névoa ácida. Nesse ataque, acabou morrendo todo o grupo, menos eu. Então, usei uma magia chamada Milagre para voltar no tempo. Logo depois, conjurei um campo de antimagia para nos proteger e depois o Dola usou Teletransporte até a cidade para nos tirar de lá.

Logo depois, expliquei que todos haviam morrido e que eu salvei a vida deles, e que eles tinham que se preparar melhor. Fui até Xandra e expliquei o que havia acontecido, e ela explicou que era um espírito da região. Então, eu saí de lá e comecei a pensar: será que vale a pena andar com esse grupo?

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