Rhann 27, Far 998 (madrugada)
A luta foi ferrenha, mas o grupo foi vitorioso! Quase que como um prêmio pela vitória o clima acalmou e as nuvens mais pesadas de chuva cessaram. Apesar do alívio pós combate a preocupação surgiu, pois quem quer que seja que tenha saído cavalgando, muito provavelmente, viu os aventureiros. O risco da notícia espalhar é grande, o combate violento deixou vítimas e mesmo que eles tenham sido agressivos ainda eram pessoas. Cada um sente como se tivesse um alvo desenhado nas costas.
Antes que pudessem pensar no que fazer, Varys D'Thuranni ouviu algo em um cômodo ao lado. Furtivamente o Elfo Adepto se aproximou da entrada do que, há décadas atrás, fora uma cozinha. Ele observa uma figura maltrapilha observando pela janela e imediatamente atrás dela sai de uma porta estreita e quebrada mais um jovem desarrumado e esbaforido. Prontamente, devido sua visão aguçada na penumbra, identificou Aeron Hopeshard e Len SilverBaron feridos, mas bem. Intrigante para ele foi encontrar Aeron que deveria estar ainda preso, mas ainda assim um alívio sentiu por não ser mais problema para aquela noite, até que eles conversaram...
Magnus Thunderhand e Edd vasculhando os corpos e a casa conseguem um mapa carregado por um dos fazendeiros, que marcava pontos de interesse: a ponte que leva para Daskaran, a posição das Mansão em Ruínas e a Vila de Thallen.
Aeron e Len relatam para Varys e os outros o que passaram no calabouço abaixo da mansão. Eles não lembram exatamente como foram parar ali, Len lembra-se de ter seguido a pista de uma espécie de ritual ou profecia que poderia estar ligada com o sumiço de algumas pessoas e foi investigar o caso da primeira infecção entre os cidadãos thaliostianos. Já Aeron, estava aguardando ser solto no dia seguinte, mas tem uma vaga lembrança de ter estado na companhia de Len em alguma casa ou coisa do tipo na cidade. Eles contam o que encontraram no local abaixo, desde os refugiados doentes e o estranho altar a poucos metros abaixo. Relatam, também, que momentos antes de encontrarem Varys, viram o jovem Marcus, que os ajudara a escapar do calabouço, foi levado a cavalo por um Cavaleiro ou Guarda da Chama.
Nesse ponto o grupo precisou decidir o que fazer:
- Rastrear o tal cavaleiro e resgatar Marcus
- Vasculhar o calabouço e libertar os refugiados
Em um impasse sobre o caminho a seguir, Varys tomou a frente e decidiu usar suas habilidades para seguir o rastro do fugitivo e encontrar Marcus, enquanto isso os demais ficaram na mansão para descobrir o que estava acontecendo abaixo e salvar os refugiados restantes.
Perseguição às escuras
Ao deixar para trás seus amigos na mansão em ruínas, Varys D'Thuranni teve a sensação de que as coisas dariam certo, isso graças a chuva que cessara e olhando ao céu pode ver que as nuvens abriam espaço para o brilho noturno de Rhaan, Aryth e Lharvion, três das 12 luas de Eberron que estavam cheias naquela noite, apesar disso o tempo ainda estava pesado visto que era quase impossível avistar as montanhas ao noroeste. De qualquer forma a chuva de mais cedo ajudou bastante a marcar os rastros deixados pelo cavaleiro, logo a perseguição não deveria ser difícil, pensou Varys.
A Mansão fica num ponto fechado na mata dentro de uma clareira, onde havia um bosque há muito tempo. Mesmo com a mata fechada, uma trilha fraca ainda sobrevive a vegetação, o que permite acessar a mansão sem muita dificuldade e também guia os incautos para fora dela. Ao que parece o cavaleiro utilizou essa mesma trilha que ruma para leste em direção de Thaliost. Trinta minutos de rastreio levaram Varys à alguns metros pra fora da Floresta Prateada, Varys perdeu o rastro nesse ponto, na verdade parece que houve algum problema, pois Elfo encontrou marcas de sangue em meio a poça de agua e lama. Sinais de combate e uma espécie de fios de seda viscosos presos em alguns pontos das árvores também foram observados. Conseguiu ver rastros pequenos de algo que não pode reconhecer e também pegadas humanas em algumas partes.
Analisando o cenário entendeu que alguém pode ter ido para nordeste sentido a pequena vila de Thalen ou para dentro da da floresta sentido às montanhas aundirianas.

Varys entendeu que seria melhor sucedido se seguisse o rastro para dentro da floresta de prata, e assim o fez. Levou mais 15min até encontrar algo sinistro.
Em uma pequena clareira iluminada pelas luas, jazia no centro dela uma pedra com um totem prateado no meio. Uma pedra grande caída, aparentemente uma espécie de ritual macabro deve acontecer nela. Pois marcas de sangue eram evidentes além disso corpos espalhados em volta dela ao longo do campo. Cerca de 6 pessoas aparentemente mortas ali. Claramente são refugiados pelas vestes e estado dos corpos. Todos infectados com a praga.

Ao se aproximar do totem adentrando naquele circulo de morte, algo aterrorizante aconteceu. Os mortos que o cercavam começaram a se animar e levantar de seu descanso. Uma sinistra luz avermelhada emanava das chagas geradas pela praga que assola os pobres refugiados. Os que jaziam minutos atrás avançam contra Varys que pegou o totem rapidamente guardando em seus pertences. Varys sacou sua espada e entrou em combate com as criaturas.
Varys deu um passo para trás e o morto vivo mais próximo o atacou. Com as mão como garras tentou cravar no pescoço do elfo, por sorte Varys sabia qual técnica de defesa usar e rebateu as garras poupando a si mesmo. Tentou investir, mas o segundo morto vivo não daria tempo, girou seu corpo em direção a Varys com um novo movimento novamente visando o pescoço dele que saltou para trás apenas para ser atacado de frente. Sem escolhas Varys respondeu a investida com a sua própria atacando o Morto vivo com um golpe de espada.
Varys acabou com o contato tentando atacar a fera pelo lado. O Morto vivo, atingido admitiu uma posição ofensiva. Varys respirou fundo aquela era uma luta que ele era páreo, mas o número de oponentes poderia ser um problema. Varys lembrou de seu treinamento quando ainda garoto e adotou uma postura de ataque e recuo para dar distancia dos oponentes aproveitando a velocidade fraca e desorganização deles. Isso permitiria enfrentar um de cada vez evitando ser flanqueado. Por um tempo deu certo, mas o oponente era incansável e logo Varys, após usar suas habilidades mais poderosas em combate estava sempre entre 2 ou 3 oponentes, apesar de ter derrubado alguns ele fora gravemente ferido por um deles. Então ele decidiu desistir do combate. Aquilo não o levaria a lugar nenhum. Varys utilizou uma técnica que permitia se locomover rapidamente, com alta velocidade e ignorando os obstáculos da floresta.
Varys voltou para o ponto onde perdera o rastro e decidiu voltar para a mansão para encontrar com seus companheiros e relatar o ocorrido.
Sob os Escombros
Após a partida de Varys D'Thuranni em busca do cavaleiro fugitivo, o anão clérigo Magnus Thunderhand, o ladino Edd, o jovem guerreiro Aeron Hopeshard e o mago estudante Len SilverBaron decidiram explorar as entranhas da mansão abandonada. Magnus ajudou os dois feridos enquanto Aeron pegava roupas que servissem a ele e Len.
Enquanto isso, Edd encontrou um faqueiro de prataprata antigo que carrega o monograma F&M da família antiga dona da mansão. Não soube avaliar o quanto, mas parece valioso. Entre os abatidos encontraram uma espada curta e armadura de couro personalizada com brasão da chama prateada que estava com o oficial.
Com todos prontos, Len ficou na superfície vigiando caso algo ocorresse e os demais desceram as escadas e logo puderam ver os corpos dos infectados que haviam lutado contra Len e Aeron. Vasculharam toda a area já explorada pelos dois antes aprisionados encontrando 6 refugiados ainda vivos, sendo 1 que estava inconsciente gravemente ferido em uma das selas, 2 deles estavam sendo cuidados com uma infusão avermelhada intra-venosa. Ao se deparar com a situação Magnus disse ao grupo para manter os refugiados sob esses cuidados já que não conseguiu identificar se isso estaria ajudando ou não na saúde deles.

Ao terminarem de vasculhar deixaram os doentes aos cuidados de Len e foram investigar a ala oeste do subterrâneo da mansão. Claramente está seção é diferente da anterior. Apesar de abandonado o local exibe uma escada bem trabalhada em pedra e paredes com emboços e reforços estruturais. Da pra ver que parte da estrutura da mansão está enfincada nessa parte da construção. O grupo seguiu mais um andar abaixo por uma escadaria inclinada(1) escuridão adentro que levou a mais 2,5m abaixo. Cheiro forte de mofo e o ar pesado são temperos combinados com a escuridão do local e o som de ratos que habitam o local. Magnus conseguiu acompanhar com os olhos um rato bem grande que correu por entre barris metros a frente.
O local parece ser uma antiga adega de cerveja(2) com toneis de preparo do liquido dourado em ambas as paredes. O grupo seguiu até o local onde viu o tal rato, e encontraram um buraco(4) de cerca de 1m de diâmetro por onde o animal passara. O grupo com receio apenas olhou na entrada e viu uma bifurcação a frente. Já em outro comodo se apresentava uma adega de vinho(3), muitas garrafas quebradas e um mal-cheiro pesado, provavelmente de origem dos ratos, sabe-se lá o que gerou o fedor.

Ao vasculharem o local outro buraco(4) semelhante ao anterior atestando que ambos foram escavados de forma rudimentar e sem nenhuma preocupação arquitetônica ou de segurança. Magnus relutantemente adentrou ao buraco seguindo por poucos metros, sua visão no escuro permitiu identificar uma estrutura ao longe, que entendeu ser um sarcófago ou tumulo. Sem pensar duas vezes deu meia volta e informou aos parceiros que não há nada a se investigar ali. Com isso todos voltaram para a superfície quando Varys retornava ferido de sua caçada.
Reagrupar e Descansar
Apesar de terem evoluído na questão dos desaparecidos, a missão deixou um gosto amargo no grupo. O desaparecimento de Marcus e a falta de informações sobre o que está ocorrendo para que esses pobres doentes sejam raptados deixaram a sensação de fracasso de maneira geral. Mas é quase manhã e estavam todos cansados ou feridos sentindo não terem condições para continuar.
O grupo então decide recolher os sobreviventes infectados e levarem eles de volta para Thaliost, para deixa-los aos cuidados de Melkien Ravel e do pessoal da Igreja da Ordem Soberana. Foi uma viagem dificil de volta levaram mais tempo que o normal, devido aos cuidados com os sobreviventes. Mas chegaram no seu objetivo com segurança a poucos momentos do amanhecer.
Cada um tentou descansar como pôde, mas foi muito difcil para a maioria deles. Um misto de raiva, culpa e medo rondou o pensamento de todos que dificultou ainda mais seu descanso.