"Green River. Um nome simples. Uma cidade simples."
Fui designada pela Ordem dos Magos Chishiki Inari a explorar a região onde ainda ecoavam os vestígios de guerras antigas: disputas entre escolhidos dos deuses, bruxas banidas e tragédias esquecidas. Meu destino era Green River, uma cidade pequena, cortada por um rio que lhe dá nome.
O lugar parecia cansado, como se tivesse sobrevivido tempo demais sem nunca ter tido tempo de florescer. As casas eram modestas, a economia claramente frágil — nem pobre o suficiente para gerar revolta, nem próspera o bastante para inspirar esperança.
Minha missão era clara: deveria me juntar a uma guilda local. Não por glória ou ouro — embora eu admita que pergaminhos e reagentes custem caro —, mas porque esse era o caminho mais eficaz para acessar conhecimento prático. A Ordem me ensinou que saber sem agir é uma forma de egoísmo.
Foi então que conheci uma guilda marcada por uma tragédia recente: sua sede principal havia explodido, em um atentado sombrio que atingiu também o orfanato que ela mantinha. Não hesitei. A Guida era Lobos Prateados liderada pelo Senhor Grimwolf Fullbuster.
Como arquiteta e cartógrafa, senti que poderia oferecer mais do que feitiços. Me ofereci para ajudar a reconstruir a sede da guilda. Não por caridade — mas porque reconstruir algo do zero é uma das formas mais puras de aprender sobre ele.

