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Turan

c722d9af-e762-49ad-9b98-13b0e7560129.jpgShogun: O Grande Lorde

Pouco se sabe sobre a ascenção do misterioso gaijin à posição de Shogun. Sua maestria no controle da Força, e sua excelência marcial bastaram ao Imperador. E a decisão do Imperador é inquestionável. Seu sucesso em conquistar o território de Turan no final da Última Guerra foi o suficiente para o Imperador, que lhe concedeu ainda mais liberdade sobre como governar a nova terra. O Grande Lorde hoje reside na capital Taer Ani, de onde supervisiona a evolução de Turan com atenção.

Sua presença impõe respeito àqueles que se dirigem a ele, e sua busca por ordem é inigualável. Por acreditar que o único modo de Turan perseverar em Alderion é através do uso da Força e da ordem, o Shogun deu início a criação de uma força militar única, servindo inicialmente como sua guarda pessoal, mas seus olhos miram um futuro onde cada província será protegida por ela.

Por decreto direto do Grande Lorde, o Clã da Fênix foi encarregado de forjar soldados que transcendessem todas as expectativas. Essa exímia força ganhou renome como os Guerreiros da Tempestade. Seu objetivo supremo era resguardar a figura do Shogun, o líder militar do Império das Terras Exiladas e governante de Turan. Vale ressaltar que o Grande Líder, por sua singularidade, não se vincula a nenhum dos clãs conhecidos, adicionando um intrigante mistério à sua posição.

Para acalmar possíveis reservas entre os Sábios da Chama e as Vozes da Força, o Grande Lorde impôs uma condição peculiar aos Guerreiros da Tempestade: eles só utilizariam a Força que já existia dentro dele próprio, limitando, assim, seus poderes. Essa restrição, paradoxalmente, adicionava um elemento de imprevisibilidade ao exército, tornando-os formidáveis de uma maneira única.

Sob a tutela do Clã da Fênix, os Guerreiros da Tempestade embarcavam em uma busca intensa pelo poder na Força, destacando a importância de cada guerreiro explorar sua conexão íntima com esse domínio. Era-lhes concedida a liberdade de desbravar todas as nuances da Força, visando expandir o conhecimento coletivo sobre esse enigmático poder. A prática de compartilhar descobertas entre eles elevava os Guerreiros a um patamar de exército excepcional. Seu código não segue o caminho do samurai conhecido no Império, e sim um escrito pelo próprio Shogun:


Só há uma verdade: Ordem. 

Na ordem, o conhecimento é utilidade.

Na ordem, a paixão é lealdade.

Na ordem, a harmonia é unidade

Na ordem, a morte é lembrada. 

A Força é nossa arma, e somos as armas do Império.


Essa força altamente militarizada, meticulosamente criada pelo Clã da Fênix, tem como missão primordial proteger o Shogun e futuramente manter a ordem nas províncias. Suas armaduras brancas e pretas, e seus elmos fechado, tornam impossível distinguir um soldado do outro. Batalham usando táticas de grupo, utilizando armas especiais carregadas de poder mágico, simulando os efeitos da Katana de Luz do Shogun. Para garantir que permanecessem sempre em equilíbrio com a Força, foi instaurada a Irmandade dos Sete Trovões, com Sábios da Chama conduzindo pessoalmente a evolução do exército, fortalecendo sua ligação tanto com o universo ao seu redor como com a essência de seus ancestrais. Este intricado equilíbrio conferia aos Guerreiros da Tempestade uma aura de poder místico e formidável, permeada pela sabedoria ancestral do Clã da Fênix.

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Visão Geral

Turan

Há muito tempo atrás, um misterioso gaijin de terras distantes chegou ao Império das Terras Exiladas com uma notícia intrigante. Ele clamava ter encontrado uma das lendárias Katanas da Luz, a espada feita da estrela de Dāsu Beidā. O imperador, ciente da antiga lenda, ficou intrigado com a possibilidade de reunir as nove katanas e, assim, alcançar um novo nível de poder.

Esse gaijin era um mestre na arte da persuasão e estratégia.  Ele se aproximou do imperador com respeito e sabedoria, explicando em detalhes como encontrara a reluzente katana em uma jornada pelos recantos mais escuros de Alderion. O imperador, inspirado pela lenda de Dāsu Beidā, viu nessa descoberta a oportunidade de unir o império e fortalecer sua influência.

Convencido da veracidade das palavras do gaijin, o imperador o nomeou Shogun, líder militar supremo, encarregado de liderar as forças do Império na Última Guerra que assolava Alderion. O Shogun, conhecido então como Grande Lorde, compartilhou com o Imperador sua ousada visão para o futuro: criar um reino unificado chamado Turan em Alderion, um território onde a luz da estrela de Dāsu Beidā brilharia intensamente, e o poder do Imperador cresceria imensamente. Para assegurar uma grande parte do território e fundar o reino de Turan, o Grande Lorde necessitava das habilidades únicas de cada clã. Ele convocou os melhores membros de todos os Clãs da Terra Exilada, unindo-os sob uma bandeira comum. A visão do samurai era transcender as rivalidades e criar uma força poderosa, onde cada clã contribuísse com suas habilidades distintas. 

Assim deu-se início a invasão secreta em Alderion.

Inicialmente, o Grande Lorde ofereceu os serviços de seus guerreiros do Clã do Unicórnio e do Clã do Leão a quem pagasse mais, enquanto os outros clãs ficaram imbuídos de coletar o máximo de informação sobre a nova terra.

Com uma estratégia unificada e a força combinada dos clãs, o Grande Lorde avançou pelas terras de Alderion, conquistando territórios cruciais e expandindo seu domínio. 

Com astúcia e paciência, o Grande Lorde manipulou as facções em batalha durante a Última Guerra, mantendo-se leal ao plano compartilhado com o Imperador. Os Cavaleiros da Tormenta e os Guerreiros Dourados, reconhecidos por sua maestria em combate, tornaram-se mercenários cobiçados, trazendo fama e riqueza para o império.

No entanto, só com o fim da Última Guerra é que o samurai deu seu golpe mestre. Ele proclamou a criação do shogunato de Turan, um território unificado onde a luz da estrela de Dāsu Beidā brilharia intensamente. Com um contingente bélico impressionante, nenhum dos outros reinos ousou se opor ao Grande Lorde. Assim Turan teve sua soberania reconhecida, tornando-se parte do continente de Alderion.

Hierarquia em Turan


O shogunato de Turan segue uma hierarquia estruturada, baseada em tradições antigas e influências culturais. A liderança é geralmente centrada na figura do Imperador, considerado o soberano máximo do Império. Em Turan, todos os elfos pertencentes aos nove clãs existentes, juraram fidelidade ao Grande Lorde, que responde diretamente ao Imperador de Turan. Os clãs receberam suas terras de acordo com suas proezas durante a Última Guerra, e anualmente pagam taxas ao Grande Lorde para manterem essas terras. Abaixo dele, há várias camadas de autoridade e responsabilidade:

Imperador das Terras Exiladas
O monarca supremo do Império e de Turan,  cuja autoridade é considerada divina. O Imperador é o líder incontestável do reino, guiando-o com sabedoria e sendo o elo entre os mortais e a Força.

Shogun
O Grande Lorde é o comandante militar do mais alto escalão, responsável pelo governo de Turan em nome do Imperador. Embora não seja uma posição hereditária, o Shogun é escolhido pelo Imperador com base em habilidades militares e lealdade.

Conselho Imperial
Um grupo de conselheiros próximos ao Shogun, composto por líderes das principais famílias, sábios espirituais e estrategistas auxiliando-o em questões de grande importância,  desempenhando funções administrativas e políticas.

Famílias Nobres
Turan é dividido em várias famílias nobres, cada uma liderada por um Daimyo. Esses Daimyos são responsáveis por governar suas terras, manter a ordem e garantir a lealdade de seus vassalos. Eles têm uma posição elevada na sociedade.

Samurais
 A classe guerreira, composta por samurais leais às famílias nobres. Eles servem como soldados, protetores e executores das vontades de seus senhores. A posição de um samurai na hierarquia é determinada por suas habilidades, lealdade e conquistas.

Vozes da Força
Sábios espirituais que desempenham um papel crucial na orientação espiritual de Turan. Eles são responsáveis por conduzir rituais, preservar o conhecimento antigo e manter a ligação entre a Força e o povo de Turan.

Comerciantes e Artesãos
Apesar de não fazerem parte da classe guerreira ou nobre, os comerciantes e artesãos desempenham um papel vital na economia de Turan. Eles podem acumular riqueza e influência, mas sua posição social geralmente é inferior à dos samurais e nobres.

A hierarquia em Turan valoriza a lealdade, a habilidade e a conexão com a Força. O respeito pelas tradições e a busca pela harmonia são fundamentais para a estabilidade do reino.

A Força

No reino de Turan, espiritualidade é alcançada através da Força, uma tradição única inspirada pelos princípios da Força conhecidos em outros lugares. Os Sábios da Chama, seguidores dedicados, buscam uma conexão profunda com a Força, que é percebida como uma energia cósmica que permeia tudo. Essa Força é vista como uma ligação entre o mundo espiritual e físico.

Os adeptos acreditam que a Força não apenas concede habilidades especiais, como a telecinesia e percepção aguçada, mas também serve como um canal para se conectar com os ancestrais venerados. Durante a meditação e rituais especiais na Torre da Fênix, os Sábios buscam orientação dos ancestrais, acreditando que eles residem em um plano espiritual acessível por meio da Força.

Os ensinamentos destacam a importância de equilibrar a conexão com a Força e o respeito pelos ancestrais. Essa abordagem incorpora elementos místicos e espirituais, criando uma religião que envolve tanto a busca por poderes especiais quanto a reverência pelos que vieram antes. Assim, a Força em Turan não apenas guia as habilidades dos Sábios, mas também mantém uma ligação sagrada com a ancestralidade, enraizando a tradição em uma compreensão mais profunda do cosmos.

O Caminho do Samurai


No reino de Turan, o caminho do samurai é profundamente influenciado pelos princípios da Força. Os aspirantes a samurais, ao ingressarem na academia do Clã da Fênix, são iniciados nos ensinamentos da Força, sendo orientados pelos Sábios da Chama.

O treinamento foca na busca do equilíbrio entre a conexão com a Força e a honra samurai. Os samurais de Turan são incentivados a desenvolver habilidades especiais concedidas pela Força, como percepção aguçada, resistência mental e a capacidade de utilizar a Força para aprimorar suas habilidades marciais.

O código de conduta samurai em Turan enfatiza o respeito pela Força e a compreensão de que ela é uma dádiva espiritual. Os samurais buscam, através de suas práticas diárias, manter esse equilíbrio entre o poder da Força e os princípios éticos do bushido. A meditação regular, tanto para aprimorar as habilidades quanto para se conectar com os ancestrais através da Força, torna-se uma parte essencial do caminho do samurai.

A Força em Turan também desempenha um papel crucial nas decisões estratégicas e políticas dos samurais. Acredita-se que a compreensão da Força proporciona uma visão mais profunda das dinâmicas do império, permitindo aos samurais tomar decisões mais sábias e justas.

Assim, o caminho do samurai em Turan é intrinsecamente ligado à busca pela harmonia com a Força, combinando as tradições marciais com os ensinamentos espirituais para forjar líderes éticos e habilidosos que servem ao império com sabedoria e integridade. As virtudes que os samurais buscam seguir são:

Compaixão
Assim como o agricultor não cultiva apenas para encher a própria barriga, o guerreiro não luta por si mesmo. Um samurai deve estar constantemente ciente do dever de proteger os outros.

"Através de intenso treinamento o Samurai torna-se rápido e forte. Ele não é como os outros homens. Ele desenvolve um poder que deve ser usado para o bem de todos. Ele tem compaixão. Ele ajuda seus semelhantes em todas as oportunidades. Se uma oportunidade não surgir, ele sai de seu caminho para encontrar uma."

Coragem 
Somente o medo da morte pode destruir a vida; o samurai o substitui por uma compreensão do perigo.

"Eleve-se acima das massas de pessoas que têm medo de agir. Um Samurai deve ter coragem heróica. É absolutamente arriscado. É perigoso. A coragem heróica não é cega. É inteligente e forte. Substitua o medo por respeito e cautela."

Respeito
Um samurai não é um opressor nem um assassino bruto. Ele deve tratar seus inimigos com cortesia."Os samurais não têm motivos para serem cruéis. Eles não precisam provar sua força. Um samurai é cortês até mesmo com seus inimigos. Sem essa demonstração externa de respeito, não passamos de animais. Um samurai não é apenas respeitado por sua força em batalha, mas também por suas relações com outros homens. A verdadeira força interior de um Samurai torna-se aparente durante tempos difíceis."

Dever e Lealdade 
As ações e suas consequências definem quem as 
pratica. A lealdade do samurai para com aqueles que ele protege é inabalável.

"Para o Samurai, tendo feito alguma 'coisa' ou dito alguma 'coisa', ele sabe que é dono dessa 'coisa'. Ele é responsável por isso e por todas as consequências que se seguem. Um Samurai é intensamente leal àqueles sob seus cuidados. Para aqueles pelos quais ele é responsável, ele permanece ferozmente verdadeiro."

Honestidade e Justiça
Deixe as mentiras de lado. Um samurai não
 faz da honestidade ou da justiça um assunto para debate; ele sabe que só existe verdade e falsidade, justiça e injustiça.

"Seja extremamente honesto ao lidar com todas as pessoas. Acredite na justiça, não de outras pessoas, mas de si mesmo. Para um verdadeiro Samurai, não há tons de cinza na questão da honestidade e da justiça. Só existe o certo e o errado. "

Honra
Louvores e maldições não são o que define a honra; o 
samurai reserva seu julgamento para si mesmo.

"Um verdadeiro Samurai tem apenas um juiz de sua honra, e esse é ele mesmo. As decisões que você toma e como essas decisões são executadas são um reflexo de quem você realmente é. Você não pode se esconder de si mesmo."

Sinceridade

As palavras de um samurai e suas ações são uma e a mesma. 'Prometer' seria redundante.

"Quando um Samurai disse que executará uma ação, é como se tivesse feito. Nada o impedirá de completar o que disse que fará. Ele não precisa 'dar sua palavra'. Ele não precisa de ' promessa'. A ação de falar sozinho colocou o ato de fazer em movimento. Falar e fazer são a mesma ação."

Conexão

Assim como o alicerce robusto sustenta uma fortaleza, a Força é a base do samurai. Ele cultiva a sua resistência física, mental e espiritual para se conectar com a Força e enfrentar desafios, protegendo aqueles que dependem dele.

"Por meio de uma disciplina rigorosa, o Samurai fortalece seu corpo, mente e espírito. Ele não busca poder para dominar, mas sim para fortalecer a si mesmo e aos outros. A verdadeira Força para o Samurai é medida por sua capacidade de enfrentar adversidades e proteger aqueles que estão sob seu cuidado. Ele usa a Força para o bem de todos, sem egoísmo ou arrogância." Essa conexão é a essência da verdadeira virtude do Samurai."

Os Clãs de Turan

Clã do Dragão

Os membros do Clã do Dragão, especialistas em acumulação de conhecimento, foram designados como historiadores. Utilizando seu vasto tesouro de memórias, eles estudaram os reinos de Alderion, identificando antigas desavenças e fraquezas dos adversários.

Clã do Escorpião

A Mão Oculta do Imperador, ficou responsável por coletar de informações e gerar caos sobre as facções inimigas. Sua habilidade em artimanhas e manipulação permitiu que o exército de Turan sempre encontrasse o inimigo enfraquecido e desestruturado.

Clã do Unicórnio

Os guerreiros do Clã do Unicórnio, conhecidos como Cavaleiros da Tormenta, eram a vanguarda da força de ataque. Enquanto parte do exército lutava como mercenários, outra parte explorava as terras desconhecidas e assegurava dominío sobre o território que seria Turan. 

Clã do Leão

Os guerreiros do Clã do Leão, conhecidos como Guerreiros Dourados, também serviram como mercenários na Última Guerra, e eram a espinha dorsal da força militar, destacando-se em combate direto. Sua coragem e fúria eram fundamentais para enfrentar as forças adversárias em batalhas intensas.

Clã do Morcego

Os Samurais Sombrios, foram designados para operações de infiltração e sabotagem. Seus olhos vigilantes mantinham o Grande Lorde ciente dos movimentos inimigos nas sombras.

Clã da Aranha

O Clã da Aranha, com seus Tece-Teias habilidosos, criava estratagemas intricados. Eles eram responsáveis por dizer quais batalhas os Cavaleiros da Tormenta e os Guerreiros Dourados participariam, garantindo que o resultado das batalhas sempre fosse favorável aos planos do Grande Lorde

Clã da Garça

Os membros do Clã da Garça, embaixadores habilidosos, eram responsáveis pela diplomacia e resolução de conflitos. Sua graça e sabedoria ajudaram a estabelecer alianças e manter a estabilidade entre as facções aliadas.

Clã do Caranguejo

Os Guardiões da Muralha eram a principal linha de defesa do novo reino. Fortificando a fronteira de Turan, eles ergueram uma impressionante muralha, que resistia a qualquer invasão inimiga, garantindo também a segurança do reino.

Clã da Fênix

Os Sábios da Chama, membros do Clã da Fênix, eram conselheiros sábios e canalizadores de poder espiritual. Sua orientação ajudava a manter o equilíbrio da Força e a moral elevada entre todos os clãs.

Turan é um lugar de mistério e especulação. Suas muralhas permanecem fechadas, limitando o acesso de estrangeiros e alimentando rumores sobre os verdadeiros objetivos do Grande Lorde. Os clãs, leais à sua visão, mantém o véu de mistério, com sua cultura peculiar e a crença na Força, o que gera uma atmosfera de desconfiança e especulação entre os habitantes dos outros reinos. Mesmo com o fim da Última Guerra, Alderion vive sob a sombra enigmática de Turan, um lugar envolto em intrigas e segredos.