Há muito tempo atrás, um misterioso gaijin de terras distantes chegou ao Império das Terras Exiladas com uma notícia intrigante. Ele clamava ter encontrado uma das lendárias Katanas da Luz, a espada feita da estrela de Dāsu Beidā. O imperador, ciente da antiga lenda, ficou intrigado com a possibilidade de reunir as nove katanas e, assim, alcançar um novo nível de poder.
Esse gaijin era um mestre na arte da persuasão e estratégia. Ele se
aproximou do imperador com respeito e sabedoria, explicando em detalhes como
encontrara a reluzente katana em uma jornada pelos recantos mais escuros de
Alderion. O imperador, inspirado pela lenda de Dāsu Beidā, viu nessa
descoberta a oportunidade de unir o império e fortalecer sua
influência.
Convencido da veracidade das palavras do gaijin, o imperador o nomeou
Shogun, líder militar supremo, encarregado de liderar as forças do Império
na Última Guerra que assolava Alderion. O Shogun, conhecido então como
Grande Lorde, compartilhou com o Imperador sua ousada visão para o futuro:
criar um reino unificado chamado Turan em Alderion, um território onde a luz da estrela de Dāsu Beidā brilharia
intensamente, e o poder do Imperador cresceria imensamente. Para
assegurar uma grande parte do território e fundar o reino de Turan, o Grande
Lorde necessitava das habilidades únicas de cada clã. Ele convocou os melhores
membros de todos os Clãs da Terra Exilada, unindo-os sob uma bandeira comum. A
visão do samurai era transcender as rivalidades e criar uma força poderosa,
onde cada clã contribuísse com suas habilidades distintas.
Assim deu-se início a invasão secreta em Alderion.
Inicialmente, o Grande Lorde ofereceu os serviços de seus guerreiros
do Clã do Unicórnio e do Clã do Leão a quem pagasse mais, enquanto os outros
clãs ficaram imbuídos de coletar o máximo de informação sobre a nova
terra.
Com uma estratégia unificada e a força combinada dos clãs, o Grande Lorde
avançou pelas terras de Alderion, conquistando territórios cruciais e
expandindo seu domínio.
Com astúcia e paciência, o Grande Lorde manipulou as facções em batalha durante a Última Guerra, mantendo-se leal ao plano compartilhado com o Imperador. Os Cavaleiros da Tormenta e os Guerreiros Dourados, reconhecidos por sua maestria em combate, tornaram-se mercenários cobiçados, trazendo fama e riqueza para o império.
No entanto, só com o fim da Última Guerra é que o samurai deu seu golpe
mestre. Ele proclamou a criação do shogunato de Turan, um território unificado
onde a luz da estrela de Dāsu Beidā brilharia intensamente. Com um contingente
bélico impressionante, nenhum dos outros reinos ousou se opor ao Grande Lorde.
Assim Turan teve sua soberania reconhecida, tornando-se parte do continente de
Alderion.
Hierarquia em Turan
O shogunato de Turan segue uma hierarquia estruturada, baseada em tradições
antigas e influências culturais. A liderança é geralmente centrada na figura
do Imperador, considerado o soberano máximo do Império. Em Turan, todos os
elfos pertencentes aos nove clãs existentes, juraram fidelidade ao Grande
Lorde, que responde diretamente ao Imperador de Turan. Os clãs receberam suas
terras de acordo com suas proezas durante a Última Guerra, e anualmente pagam
taxas ao Grande Lorde para manterem essas terras. Abaixo dele, há várias
camadas de autoridade e responsabilidade:
Imperador das Terras Exiladas
O monarca supremo do Império e de Turan, cuja autoridade é
considerada divina. O Imperador é o líder incontestável do reino, guiando-o
com sabedoria e sendo o elo entre os mortais e a Força.
Shogun
O Grande Lorde é o comandante militar do mais alto escalão, responsável pelo
governo de Turan em nome do Imperador. Embora não seja uma posição
hereditária, o Shogun é escolhido pelo Imperador com base em habilidades
militares e lealdade.
Conselho Imperial
Um grupo de conselheiros próximos ao Shogun, composto por líderes das
principais famílias, sábios espirituais e estrategistas auxiliando-o em
questões de grande importância, desempenhando funções administrativas e
políticas.
Famílias Nobres
Turan é dividido em várias famílias nobres, cada uma liderada por um
Daimyo. Esses Daimyos são responsáveis por governar suas terras, manter a
ordem e garantir a lealdade de seus vassalos. Eles têm uma posição elevada
na sociedade.
Samurais
A classe guerreira, composta por samurais leais às famílias
nobres. Eles servem como soldados, protetores e executores das vontades de
seus senhores. A posição de um samurai na hierarquia é determinada por suas
habilidades, lealdade e conquistas.
Vozes da Força
Sábios espirituais que desempenham um papel crucial na orientação
espiritual de Turan. Eles são responsáveis por conduzir rituais, preservar o
conhecimento antigo e manter a ligação entre a Força e o povo de
Turan.
Comerciantes e Artesãos
Apesar de não fazerem parte da classe guerreira ou nobre, os comerciantes e
artesãos desempenham um papel vital na economia de Turan. Eles podem
acumular riqueza e influência, mas sua posição social geralmente é inferior
à dos samurais e nobres.
A hierarquia em Turan valoriza a lealdade, a habilidade e a conexão com a
Força. O respeito pelas tradições e a busca pela harmonia são fundamentais
para a estabilidade do reino.
A Força
No reino de Turan, espiritualidade é alcançada através da Força, uma tradição única inspirada pelos princípios da Força conhecidos em outros lugares. Os Sábios da Chama, seguidores dedicados, buscam uma conexão profunda com a Força, que é percebida como uma energia cósmica que permeia tudo. Essa Força é vista como uma ligação entre o mundo espiritual e físico.
Os adeptos acreditam que a Força não apenas concede habilidades especiais, como a telecinesia e percepção aguçada, mas também serve como um canal para se conectar com os ancestrais venerados. Durante a meditação e rituais especiais na Torre da Fênix, os Sábios buscam orientação dos ancestrais, acreditando que eles residem em um plano espiritual acessível por meio da Força.
Os ensinamentos destacam a importância de equilibrar a conexão com a Força e o
respeito pelos ancestrais. Essa abordagem incorpora elementos místicos e
espirituais, criando uma religião que envolve tanto a busca por poderes
especiais quanto a reverência pelos que vieram antes. Assim, a Força em Turan
não apenas guia as habilidades dos Sábios, mas também mantém uma ligação
sagrada com a ancestralidade, enraizando a tradição em uma compreensão mais
profunda do cosmos.
O Caminho do Samurai
No reino de Turan, o caminho do samurai é profundamente influenciado
pelos princípios da Força. Os aspirantes a samurais, ao ingressarem na
academia do Clã da Fênix, são iniciados nos ensinamentos da Força, sendo
orientados pelos Sábios da Chama.
O treinamento foca na busca do equilíbrio entre a conexão com a Força e a honra samurai. Os samurais de Turan são incentivados a desenvolver habilidades especiais concedidas pela Força, como percepção aguçada, resistência mental e a capacidade de utilizar a Força para aprimorar suas habilidades marciais.
O código de conduta samurai em Turan enfatiza o respeito pela Força e a compreensão de que ela é uma dádiva espiritual. Os samurais buscam, através de suas práticas diárias, manter esse equilíbrio entre o poder da Força e os princípios éticos do bushido. A meditação regular, tanto para aprimorar as habilidades quanto para se conectar com os ancestrais através da Força, torna-se uma parte essencial do caminho do samurai.
A Força em Turan também desempenha um papel crucial nas decisões estratégicas e políticas dos samurais. Acredita-se que a compreensão da Força proporciona uma visão mais profunda das dinâmicas do império, permitindo aos samurais tomar decisões mais sábias e justas.
Assim, o caminho do samurai em Turan é intrinsecamente ligado à busca pela
harmonia com a Força, combinando as tradições marciais com os ensinamentos
espirituais para forjar líderes éticos e habilidosos que servem ao império com
sabedoria e integridade. As virtudes que os samurais buscam seguir são:
Compaixão
Assim como o agricultor não cultiva apenas para encher a própria barriga, o guerreiro não luta por si mesmo. Um samurai deve estar constantemente ciente do dever de proteger os outros.
"Através de intenso treinamento o Samurai torna-se rápido e forte. Ele não é como os outros homens. Ele desenvolve um poder que deve ser usado para o bem de todos. Ele tem compaixão. Ele ajuda seus semelhantes em todas as oportunidades. Se uma oportunidade não surgir, ele sai de seu caminho para encontrar uma."
Coragem
Somente o medo da morte pode destruir a vida; o samurai o substitui por uma compreensão do perigo.
"Eleve-se acima das massas de pessoas que têm medo de agir. Um Samurai deve ter coragem heróica. É absolutamente arriscado. É perigoso. A coragem heróica não é cega. É inteligente e forte. Substitua o medo por respeito e cautela."
Respeito
Um samurai não é um opressor nem um assassino bruto. Ele deve tratar seus inimigos com cortesia."Os samurais não têm motivos para serem cruéis. Eles não precisam provar sua força. Um samurai é cortês até mesmo com seus inimigos. Sem essa demonstração externa de respeito, não passamos de animais. Um samurai não é apenas respeitado por sua força em batalha, mas também por suas relações com outros homens. A verdadeira força interior de um Samurai torna-se aparente durante tempos difíceis."
Dever e Lealdade
As ações e suas consequências definem quem as pratica. A lealdade do samurai para com aqueles que ele protege
é inabalável.
"Para o Samurai, tendo feito alguma 'coisa' ou dito alguma 'coisa', ele sabe que é dono dessa 'coisa'. Ele é responsável por isso e por todas as consequências que se seguem. Um Samurai é intensamente leal àqueles sob seus cuidados. Para aqueles pelos quais ele é responsável, ele permanece ferozmente verdadeiro."
Honestidade e Justiça
Deixe as mentiras de lado. Um samurai não faz da honestidade ou da justiça um assunto para debate; ele
sabe que só existe verdade e falsidade, justiça e injustiça.
"Seja extremamente honesto ao lidar com todas as pessoas. Acredite na justiça, não de outras pessoas, mas de si mesmo. Para um verdadeiro Samurai, não há tons de cinza na questão da honestidade e da justiça. Só existe o certo e o errado. "
Honra
Louvores e maldições não são o que define a honra; o samurai reserva seu julgamento para si mesmo.
"Um verdadeiro Samurai tem apenas um juiz de sua honra, e esse é ele mesmo. As decisões que você toma e como essas decisões são executadas são um reflexo de quem você realmente é. Você não pode se esconder de si mesmo."
Sinceridade
As palavras de um samurai e suas ações são uma e a mesma. 'Prometer' seria redundante.
"Quando um Samurai disse que executará uma ação, é como se tivesse feito. Nada o impedirá de completar o que disse que fará. Ele não precisa 'dar sua palavra'. Ele não precisa de ' promessa'. A ação de falar sozinho colocou o ato de fazer em movimento. Falar e fazer são a mesma ação."
Conexão
Assim como o alicerce robusto sustenta uma fortaleza, a Força é a base do samurai. Ele cultiva a sua resistência física, mental e espiritual para se conectar com a Força e enfrentar desafios, protegendo aqueles que dependem dele.
"Por meio de uma disciplina rigorosa, o Samurai fortalece seu corpo, mente e
espírito. Ele não busca poder para dominar, mas sim para fortalecer a si mesmo
e aos outros. A verdadeira Força para o Samurai é medida por sua capacidade de
enfrentar adversidades e proteger aqueles que estão sob seu cuidado. Ele usa a
Força para o bem de todos, sem egoísmo ou arrogância." Essa conexão é a
essência da verdadeira virtude do Samurai."
Os Clãs de Turan
Os membros do Clã do Dragão, especialistas em acumulação de conhecimento, foram designados como historiadores. Utilizando seu vasto tesouro de memórias, eles estudaram os reinos de Alderion, identificando antigas desavenças e fraquezas dos adversários.
A Mão Oculta do Imperador, ficou responsável por coletar de informações e gerar caos sobre as facções inimigas. Sua habilidade em artimanhas e manipulação permitiu que o exército de Turan sempre encontrasse o inimigo enfraquecido e desestruturado.
Os guerreiros do Clã do Unicórnio, conhecidos como Cavaleiros da Tormenta, eram a vanguarda da força de ataque. Enquanto parte do exército lutava como mercenários, outra parte explorava as terras desconhecidas e assegurava dominío sobre o território que seria Turan.
Os guerreiros do Clã do Leão, conhecidos como Guerreiros Dourados, também serviram como mercenários na Última Guerra, e eram a espinha dorsal da força militar, destacando-se em combate direto. Sua coragem e fúria eram fundamentais para enfrentar as forças adversárias em batalhas intensas.
Os Samurais Sombrios, foram designados para operações de infiltração e sabotagem. Seus olhos vigilantes mantinham o Grande Lorde ciente dos movimentos inimigos nas sombras.
O Clã da Aranha, com seus Tece-Teias habilidosos, criava estratagemas intricados. Eles eram responsáveis por dizer quais batalhas os Cavaleiros da Tormenta e os Guerreiros Dourados participariam, garantindo que o resultado das batalhas sempre fosse favorável aos planos do Grande Lorde
Os membros do Clã da Garça, embaixadores habilidosos, eram responsáveis pela diplomacia e resolução de conflitos. Sua graça e sabedoria ajudaram a estabelecer alianças e manter a estabilidade entre as facções aliadas.
Os Guardiões da Muralha eram a principal linha de defesa do novo reino. Fortificando a fronteira de Turan, eles ergueram uma impressionante muralha, que resistia a qualquer invasão inimiga, garantindo também a segurança do reino.
Os Sábios da Chama, membros do Clã da Fênix, eram conselheiros sábios e
canalizadores de poder espiritual. Sua orientação ajudava a manter o
equilíbrio da Força e a moral elevada entre todos os clãs.
Turan é um lugar de mistério e especulação. Suas muralhas
permanecem fechadas, limitando o acesso de estrangeiros e alimentando
rumores sobre os verdadeiros objetivos do Grande Lorde. Os clãs, leais à sua
visão, mantém o véu de mistério, com sua cultura peculiar e a crença na
Força, o que gera uma atmosfera de desconfiança e especulação entre os
habitantes dos outros reinos. Mesmo com o fim da Última Guerra, Alderion
vive sob a sombra enigmática de Turan, um lugar envolto em intrigas e
segredos.
