1. Families

Clã da Garça

O Clã da Garça foi essencial no desenvolvimento cultural e diplomático do Império das Terras Exiladas, contribuindo para a harmonia e resolução pacífica de conflitos. Com uma abordagem delicada e sábia, o clã influenciou positivamente a sociedade e promoveu uma atmosfera de compreensão e colaboração.

Desde os primeiros dias do império, o Clã da Garça estabeleceu-se como mediador e pacificador. Suas habilidades diplomáticas eram tão valiosas quanto suas destrezas nas artes e na poesia. Os membros do clã, chamados de Embaixadores da Garça, eram treinados nas artes da comunicação eficaz, resolução de conflitos e na apreciação das nuances culturais.

O coração do clã era o Jardim da Tranquilidade, um espaço dedicado à reflexão, diálogo e apreciação artística. Aqui, os Embaixadores da Garça se reuniam com líderes de outras comunidades e clãs, buscando compreender suas perspectivas e encontrar soluções pacíficas para possíveis desentendimentos.

O Clã da Garça também organizava eventos culturais, nos quais as diversas expressões artísticas eram celebradas. Danças, músicas, poesias e cerimônias eram realizadas para unir o povo do império, independentemente de suas origens. Esse intercâmbio cultural fortalecia os laços entre os diferentes clãs, promovendo a compreensão mútua.

Os Embaixadores da Garça frequentemente eram chamados para resolver disputas internas e externas. Sua reputação como negociadores habilidosos e imparciais garantia que suas decisões fossem respeitadas por todas as partes envolvidas. Graças a essas habilidades, o Império conseguia manter uma coesão interna sólida e construir alianças com outras terras.

Além disso, o Clã da Garça desempenhava um papel importante na educação, ensinando não apenas as artes da diplomacia, mas também a importância da empatia e do respeito mútuo. Os jovens do império eram incentivados a aprender a apreciar a diversidade e a abraçar as diferenças como fontes de enriquecimento. Com o tempo, o Clã da Garça ajudou a moldar o império como um lugar de tolerância e aceitação. Sua influência se estendeu a todas as camadas da sociedade, desde o nível mais alto da liderança até as comunidades mais remotas. O império floresceu como um mosaico de culturas, onde as Garças guiavam o caminho para a paz e a compreensão.

Foi o último Clã a embarcar rumo a Alderion. Quando chegaram, Turan já estava praticamente criada, e mesmo com a Última Guerra acontecendo, os exércitos não tentavam mais reaver o território perdido. Longas conversas foram realizadas com os Guardiões da Sabedoria e com os Tece-Teia, para que fosse possível conhecer as nuances dos reinos do novo continente.

Quando a tragédia se abateu sobre Cyre, os Embaixadores da Garça, já possuíam todas as informações relevantes para dar andamento à soberania de Turan. Quando o Tratado de Thronehold teve início, Turan foi o primeiro território a receber a soberania, com os Embaixadores da Garça partindo logo em seguida, levando com eles todos o exército de Cavaleiros da Tormenta e Guerreiros Dourados que estavam em campo de batalha, como um gesto de boa fé de que Turan não participaria mais em outro conflito, mas deixando claro que seriam uma força terrível se confrontados.

Terras do Clã da Garça

As terras do Clã da Garça se estendem por praticamente toda a região Oeste de Turan. Desde a província Keisuke até Taer Lao e Taer Mando, tudo foi reivindicado pela Garça. Seu principal ponto de operação, o Jardim da Tranquilidade permanece próximo de todas sas províncias, e também da capital Taer Ani, onde a Garça tem forte presença. O povo da Garça vive uma boa vida. Os campos são férteis, os impostos leves, e os magistrados que patrulham as terras se orgulham de sua natureza honrosa e justa. 

Terras ao Norte

As partes ao nordeste das terras da Garça fazem fronteira com os Clãs do Fênix e do Dragão, onde predomina a erudição e os maiores eventos culturais. Essas terras são em grande parte pacíficas, uma vez que os três clãs normalmente possuem os mesmos objetivos. A área é repleta de comerciantes que mantém um comércio ativo com o Clã da Fênix, bem como com inúmeros santuários mantidos pela Irmandade dos Sete Trovões.

Regiões Costeiras

As regiões costeiras da Garça se estendiam por noventa por cento de toda a costa oeste de Turan. Isso efetivamente dá à Garça uma participação importante em todo o comércio marítimo. Existem dois grandes portos fortificados na área: Taer Musashi e Taer Lao,  tornando a Garça o meio mais eficaz de transporte marítimo com Alderion. Estradas comerciais também percorrem a costa e são fortemente patrulhadas Guardiões da Muralha, que são responsáveis pela proteção de toda a região costeira de Turan. A maioria da população da Garça vive ao longo da costa, e apenas parte dos portos são abertos para comerciantes de outros reinos alderianos.

Fronteira Sul

Ao sul das terras da Garça existem a Floresta Ancestral e a Floresta Kitsune onde se dizia que várias criaturas, incluindo kenku, nezumi e naga, eram avistadas. Um pequeno bosque de pedras podia ser encontrado no extremo sul da península. A origem das pedras era desconhecida, mas brilhavam à luz da lua cheia de Sypheros como se um farol estivesse sobre elas. 

Jardim da Tranquilidade

O Jardim da Tranquilidade é de uma beleza delicada que é admirada por toda Turan. Ele cobre uma extensa área, tendo sido convertidos de terras aráveis em jardins agradáveis pelos antigos Embaixadores do Clã da Garça. O Caranguejo chama de desperdício de terra, mas as vastas e ricas terras da Garça permitiam algum espaço para a beleza. Os jardins são obras de arte, contendo árvores bonsai, arbustos floridos e riachos que criam a ilusão de perfeição descuidada. Eles  são o resultado de gerações de jardineiros que passaram a vida aperfeiçoando sua arte. Além de serem arte, os jardins frequentemente simbolizavam algo mítico, espiritual ou histórico, além de ser o local ideal para os Embaixadores da Garça conduzirem suas atividades.

Cores

O Clã da Garça é principalmente identificado com cores de azul-celeste e prata.

Visões sobre os Outros Clãs

A Garça é ao mesmo tempo respeitada e odiada pela maioria dos outros clãs. No entanto, ninguém pode contestar sua importância econômica para o Império e para Turan, essencialmente mantendo o shogunato funcionando. A Garça tenta manter relações suaves com todos os clãs, apesar do que poderiam realmente sentir em relação a alguns deles.

Clã do Caranguejo
O Caranguejo é visto como lutadores brutais; fortes e ousados, que haviam esquecido tudo, exceto como lutar. De certa forma, eles quase se tornaram parte das Terras Sombrias, com magia negra e corrupção. Seu senso de honra e civilização havia decaído, e a Garça os honrava como alguém honraria um cão que mantivesse os lobos à distância. Seria, no entanto, tolo enfrentar o Caranguejo em conflito direto. 

A diplomacia com o Clã do Caranguejo sempre foi um assunto delicado, pois enquanto a Garça tenta abrir as portas para conversa, o Caranguejo coloca-se a frente para evitar qualquer invasão. Por conta disso, os dois clãs convivem nos portos e províncias costeiras de Turan, equilibrando abertura com proteção.

Clã do Dragão
O Dragão se assenta nas altas montanhas deles, satisfeitos em seus mistérios. Embora a maioria da Garça pudesse apreciar o foco e a dedicação do Dragão enquanto meditavam sobre esoterismo, poucos podiam se identificar com seu ascetismo e introversão, considerando-os muitas vezes apáticos aos eventos em Turan.

Clã do Leão
O Leão desprezava a Garça por sua inteligência e tinha ciúmes de seu lugar na sociedade. Como crianças mimadas, o Leão entraria em confronto por qualquer desacordo mínimo. Entretanto, o Grande Lorde concedeu grande status ao clã do Leão em seu poderio militar, o que fez com que uma aliança entre a Garça e o Leão se tornasse possível.

Clã da Fênix
A Fênix era como a Garça de muitas maneiras, e sua compreensão da sociedade e da civilização era igualada apenas por sua sabedoria. Seus embaixadores buscavam a paz em vez da guerra, e sua ligação com a Força valia mais do que qualquer samurai se gabar. Era por essas razões e outras que a Garça considera o Clã da Fênix como aliados. 

Clã do Escorpião
O Escorpião é o rival mais perigoso da Garça. Ao contrário do Leão ou do Caranguejo, que podia se contar para desembainhar a espada, o Escorpião lutava com palavras astutas, mentiras sussurradas e insinuações sutis. Sua cultura de vício era renomada e seus planos cuidadosamente elaborados eram lendários. Sua honra ambígua era uma falha de caráter que poderia ser inevitavelmente usada contra eles. Era com o Escorpião que a Garça lutava com mais frequência, não no campo de batalha, mas nos tribunais do Imperador e da nobreza. 

Clã do Unicórnio
A Garça recebeu calorosamente o Unicórnio quando este retornou de suas viagens. Isso foi recompensado com bondade, amizade e troca de conhecimento. O Unicórnio ofereceu apoio militar reforçado por sua impressionante cavalaria e recebeu educação sobre etiqueta e política ddo Império daqueles que melhor entendem tais coisas.

Clã da Aranha
O Clã da Garça olha para o Clã da Aranha com uma mistura de desconfiança e preocupação. Vendo a Aranha como uma presença sombria e enigmática, os Garça não conseguem ignorar os rumores de atividades clandestinas e intrigas sinistras associadas a ele. Enquanto reconhecem a utilidade de manter os inimigos por perto para observação, a Garça mantém uma postura cautelosa, ciente de que a teia de intrigas tecida pela Aranha pode rapidamente envolver até mesmo os mais cuidadosos. Essa visão se traduz em uma abordagem diplomática reservada, onde a Garça procura equilibrar a necessidade de cooperação com a Aranha com a prudência de não se envolver profundamente nos meandros sombrios de suas tramas.

Clã do Morcego
O Clã da Garça observa o Clã do Morcego com uma mescla de curiosidade e suspeita. Enxergando o Morcego como seres noturnos e misteriosos, os Garça são intrigados pela habilidade do Clã do Morcego de operar nas sombras. No entanto, essa fascinação é temperada pela desconfiança, pois os Garça veem o Morcego como detentor de segredos ocultos e métodos pouco convencionais. Apesar da cautela, os Garça reconhecem o valor da diversidade de abordagens e habilidades, buscando manter uma relação equilibrada entre a luz da investigação e as sombras do desconhecido ao interagir com o Clã do Morcego.

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