BACKGROUND

 

Se o bem se impor a qualquer custo, que diferença terá do mal? Este era o lema se mestre Zeux sempre que palestrava na catedral da Pídia. Amo aquele homem, me criou como se fosse um filho após minha progenitora haver me entregado para os cuidados da igreja.

Aparentemente ela não possuía a benção de ser mãe e fez uma promessa para o deus HAVAR. Prometeu que se lhe fosse concedida a graça da maternidade entregaria o filho para servir a deusa e o clero. Passados 11 meses eu estava chorando em seus braços. Sim, onze meses. Meu nascimento foi conturbado já que nasci com parâmetros um pouco diferentes das demais crianças de mesma idade. Aparentemente as preces de minha mãe foram supra atendidas.

Mestre Zeux foi designado para me ensinar sobre as nuances da fé e da igreja, sempre com muita disciplina, porém cheio de afeto. Me ensinou a controlar a força de meus braços que era maior que a de muitos adultos.

Aos 20 anos ele me enviou em uma missão de autodescobrimento, para ao dominar minha carne, controlar minha fé e assim meu poder.

Ao viajar pelo reino de Kalis procurei pelos monges Goya, mestres do punho suave, para aprender seus domínios e sua arte. Sempre soube que o fim do treinamento básico todos subiam a escadaria de kaisern, muitos não retornavam, mas não se sabia ao certo o que acontecia naquele lugar. Mestre Lee-Chan se convenceu que minhas condições físicas seriam um diferencial ao enfrentar a escadaria do destino. Supostamente o futuro se desenrola a partir do topo da escadaria e algumas pessoas retornam para continuar o treinamento com os monges e outros... não se fala sobre os outros.

Meu dia chegou, são incontáveis degraus e cada um te torna mais pesado. O monte se ergue acima das nuvens, além do azul do céu, o ar não pode alcançar o cume e o brilho das estrelas se perde na imensidão escura do firmamento.

Cada degrau me faz sentir como se um ano tinha se passado..., mas eu cheguei a ver! Uma figura forte, linda, cheia de luz, HAVAR poderoso! Era ele, o deus da criação e estava me aguardando no topo... e... eu... não respiro mais... as pálpebras pesam demais... apaguei.

Acordei numa estrebaria, com uma moça de feições duras e sucos em sua face. Ela deve ter seus 60 anos e falava pouco. Mas pelo que entendi este reino é distante do meu e não sei como, mas fui encontrado desmaiado atrás da taberna da vila.

Uma vila muito boa que me acolheu e até que eu me recordasse desse tempo perdido me ofereceram trabalho e comida para cuidar de algumas coisas pela vila.

Minha força foi útil para a vila e já fazem 4 anos que estou por aqui mas não obstante quase toda noite a visão de minha deusa no topo da escada me assola.

Pelo que vi pela providência de HAVAR, aqui ele se apresenta para esse povo como Pelor. As figuras no templo de Pelor são idênticas às de HAVAR existentes na Pídia.

A igreja de Dóiran (a vila em que me encontro) é pequena, mas me acolheu bem em minha falta de memória. Tenho trabalhado a 4 anos para monsenhor Pluribus e fazia de tudo pela vila. Escoltas de pequena monta, carregava cargas pesadas, caçava animais fujões e amava dormir sob as estrelas.

 

( Nível 10 = BG +1.000 XP sessão inicial 25/10/25)


Resumo aventura 14/02/26

RESUMO 14/02/26


Um mês já, e este barco se mostrou um dos piores testes que alguém poderia suportar. Como os marinheiros são apaixonados pelo mar, é o que me pergunto todos os dias.

Durante uma de minha orações fui tomado por um rompante de fé. O calor do meio dia brilhou como nunca e eu senti como se iluminasse meu interior de uma maneira diferente. Ouvi como se uma voz potente como um trovão falasse em minha mente. Estava claro que precisaria aprender a confiar mais em meu deus. Fui até Duran, ele é bastante poderoso e pedi orientação. Conversamos por horas e ele decidiu que me ajudaria e minha fé seria elevada a uma fé verdadeira. Oramos juntos, lutamos e treinamos. Durante dias inteiros eu sentia minha força e conexão com Pelor aumentando. Até que chegamos a uma pequena vila.

Graças a Pelor, terra firme. O barco ficou ancorado a dois kilometros da praia, viemos em uma botes pequenos e enfim pisamos em terra. Após quase dois ciclos lunares, beijo a areia molhada. O gosto é ruim, mas sentir solo firme não chacoalhante sob os pés o transforma num sabor indescritívelmente bom. Ergo um pequeno altar com pedras e folhas de palmeiras, ateio fogo e agradeço ao Deus do Sol pela graça da vida. Percebo alguns cultistas dos deuses marinhos me olhando com torteza, julgando que oro ao Deus errado.

             - Perdoai-os Pai, eles não foram alcançados pelo teu poderoso dom ainda. - intercedo por eles.

Grimwolf ordena que Jang-Mi não dê as caras por enquanto não ilha, pode não ser bem recebida pelos aldeões. Ela fica no barco juntamente com a Druida e Zhen-Lo. A maioria dos marinheiros desce e conosco vem Duran e a moça Mirajani.

Na ilhota somos apresentados a uma pequena vila de pescadores. Gente humilde e silenciosa. Não conversam muito e nem nos arrodeiam. No largo da praia se estende uma taverna grande e imponente. Mais parece um grande restaurante. Ali encontramos um taberneiro mui amistoso por nome John. O homem nos serviu bem, e às custas de algum suborno pago por Ezeck-El ele nos garantiu um mapa com a localização de um Dragão marinho e uma informação interessante sobre a tripulação do barco que estamos rastreando.

Um homem estranhamente suspeito, de tamanho médio e capa. Misterioso que não comia nem bebia levantou suspeitas. Procurei por entre os aldeões alguém que havia tido algum contato com este "homem". Depois de fazer Ezeck gastar algumas peças de ouro e falar com muita gente, horas se passaram e encontramos um jovem que se lembrava de que este homem havia partido rumo às colinas encontrar um velho sábio que vivia recluso por ali.

Grimwolf não estava confortável porém aceita nossa sugestão para seguirmos até lá, no caminho avistamos um ser humanoide provavelmente nomplano etéreo que nos vigiava. Mas não fomos atacados e preferimos seguir até a casa do referido senhor. Ao chegar até lá, antes mesmos de nós apresentar-mos somos recebidos por um senhor idoso de feições rústicas e bastante sério. Ao lado dele um ser arcano de manto azul, aparência de meia idade e olhar indiferente a nós. O mago despede-se e some em pleno ar deixando nosso mago sem resposta à suas saudações.

Nós nos apresentamos e praticamente me convido a entrar na casa do senhor, ele nos recebe mas eu sinto que à muito contragosto. O velho coloca ervas e cogumelos em uma chaleira, logo nos oferece um chá de gosto forte e amargo. Eu não sinto mal, porém só bebo após ver que ele mesmo bebe da infusão estranha. Eu fui um pouco grosso pois senti o velho reticente e sempre se esgueirando das questões postas a ele por mim. Me retiro para aguardar do lado de fora.

Grimwolf sai num cavalo mágico e nos deixa na cabana, Ezeck-El conversou bastante com o senhor. Aparentemente o velho gostou bastante dele e trocaram muitas informações. Ezeck me convida a entrar novamente, eles comeram e o mago azul está ali novamente. Ele veio a convite do dono da casa para negociar energia vital em troca de algum ouro que nosso mago necessitava. (Contribui com 1000XP)

Enquanto conversávamos me desculpei com o senhor que nós havia recepcionado e percebi que fui rude com ele, me orientou sobre alguns aspectos da vida e em meio a nossa conversa o mago azul nos interrompeu. Minha busca pelos "martelos divinos" havia acabado. Thunder, o mago azul, me disse saber onde encontra-los e que me levaria ate eles ao custo de um favor futuro. Como não senti mal nele ao me aproximar assinto com a cabeça e estendo-lhe a mão. Outros acordos foram fechados ali nesta mesma noite, Grimwolf quer ressuscitar os mortos de nossa tripulação e encontrar o barco perdido mais rapidamente. Eu também ouvi falarem de um Dragão aquático, o mesmo que John havia descrito na taverna. Enquanto falávamos, o senhor Arvegar (o velho) comia peixe cru com um molho preto feito a base de grãos. Parecia bom, mas não comi.

Agora temos meia missão concluída, tenho um possível caminho para percorrer até os templos de St. Cutbert e um dragão no meio do caminho. O que nos aguarda eu não sei mas sei que não posso morrer agora.

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XP 85.055 XP (nivel 13)
+1.950 (resumo no dia )
+5.200 ( 04 ilustrações)
-1.000 (venda de XP)

TOTAL 91.205 XP TOTAL (nível 14)